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SEIXAL – Trabalhadores da DELPHI contra diminuição de transportes

Os trabalhadores da DELPHI estão contra as alterações que a administração pretende realizar no que respeita ao transporte disponibilizado pela fábrica de componentes automóveis para as suas instalações localizadas no parque industrial do Seixal.

Ao Diário do Distrito, Cláudio Santiago, representante da Comissão Sindical SIEAP/Delphi explicou que “a administração da Delphi decidiu alterar rotas e suprimir paragens que há mais de 18 anos existem, colocando em causa o transporte de um número significativo de trabalhadores que ali trabalham.”

Actualmente a empresa conta com três autocarros que fazem as rotas de Almada, Barreiro e Setúbal, para servir parte dos 300 trabalhadores da empresa.

“No último dia antes de iniciarmos as férias, a 21 de Dezembro, os trabalhadores foram informados de que iria ser retirada uma rota e um autocarro, para reduzir custos, sem que tenham auscultado ninguém sobre isso” referiu Cláudio Santiago.

“Além de serem assim retirados direitos adquiridos há 18 anos pelos trabalhadores, este será também mais um factor a pesar nos salários, porque vão ter de optar por outra forma de transporte, pessoal ou público, com os problemas que aquela zona tem de serviços de transportes.”

O sindicalista realça ainda que “muitos dos trabalhadores são mulheres, e a fábrica tem horário contínuo, o que não se compatibiliza com os horários dos transportes públicos e respectivas rotas, colocando essas trabalhadoras em risco acrescido, ao terem de sair em paragens e caminharem vários minutos até às suas residências durante a madrugada”.

No sentido de obrigar a empresa a reverter a decisão “e a auscultar as necessidades dos trabalhadores, foi decido por todos, a partir de dia 2 de Janeiro, usar massivamente as duas rotas que se mantêm, em vez de greves ou outro tipo de protesto”, frisou Cláudio Santiago. “Desta forma, irá ficar demonstrado que duas rotas com dois autocarros são insuficientes.

O que vai acontecer é que os autocarros vão ficar com a lotação esgotada, terão de levar os trabalhadores à fábrica e depois voltarem a fazer o percurso para recolher os que ficarem nas paragens. E sendo que este é um problema do qual os trabalhadores não têm culpa (a falta de transportes), não lhes poderá ser imputada qualquer penalização nos salários.”



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