SEIXAL – Hovione adquiriu 44 hectares para construir novo empreendimento industrial

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Teve lugar esta manhã no edifício dos Serviços Centrais da Câmara Municipal do Seixal a apresentação da nova unidade industrial da empresa Hovione no concelho, no qual participou o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor.

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No seu discurso, Joaquim Santos, presidente da Câmara Municipal do Seixal referiu um pouco do historial industrial do concelho, “berço da construção das naus, e hoje terra fértil para investimentos como os da Hovione, uma empresa fortemente empenhada na formação dos seus quadros, com preocupações ambientais e cuja escolha do nosso concelho nos deixou muito orgulhosos”.

O edil agradeceu ainda à Baía do Tejo “pela partilha de conhecimentos e uma forma inovadora de olhar o futuro, através da marca Lisbon South Bay, o que nos permite ir mais longe na captação de investimento para a margem sul”, mas não deixou de frisar os empreendimentos que se aguardam para a região, “como o novo aeroporto no campo de tiro de Alcochete, a terceira travessia rodoferroviária do Tejo entre Barreiro e Chelas, o terminal de contentores no Barreiro, a plataforma logística no Poceirão, a conclusão da Estrada Regional 10 entre Corroios e a Moita, com a consequente ligação entre o Barreiro e Seixal, a continuação do Metro Sul do Tejo, para reforço da actractividade da região”.

Joaquim Santos deixou ainda o desafio ao Governo: “temos aqui muitos jovens e a autarquia está disponível para contribuir no que for necessário para a implementação de um estabelecimento de ensino superior público no concelho”.

Jacinto Pereira, presidente da Baía do Tejo realçou a importância do trabalho daquela entidade “na promoção de Lisboa como uma cidade de duas margens, para viver, trabalhar, investir e desfrutar”, frisando a “alteração da perceção histórica que se tinha da margem sul, através da actual requalificação urbanística dos territórios”, dando como exemplo os 16 milhões  de euros investidos na remoção dos passivos históricos e as novas 330 empresas instaladas nos parques da Baía do Tejo.

Relativamente ao investimento da Hovione, Jacinto Pereira considerou ser “um investimento de referência não apenas para o Seixal, mas para toda a região, servindo como âncora para empreendimentos do futuro e garantindo assim a melhoria das condições de vida da população”.

Deixou ainda uma palavra para a Câmara Municipal do Seixal “com a qual sempre contámos para criar condições de excelência para novos investimentos e agora para receber as novas famílias que virão para o concelho, com este novo projecto” e um agradecimento à Hovione “por terem escolhido a Baía do Tejo e o Seixal para este extraordinário projecto, que desejamos que seja um farol para outros investimentos”.

‘Competitividade obtém-se
com bons salários’

Guy Villax, CEO da Hovione explicou que “a compra de 44 hectares de terreno no Seixal é o reflexo do crescimento sustentado da empresa, com um planeamento estruturado para longo prazo que o nosso negócio requer.

Esta será a nossa segunda unidade de produção em Portugal, com a outra a funcionar em Loures, e o nosso compromisso inequívoco de investimento em algo que é muito mais do que uma fábrica, porque ali desenvolvemos medicamentos inovadores, que vão ter impacto na qualidade da saúde de todos.”

O CEO da empresa alertou no entanto para que “a compra do terreno não é tudo, porque o investimento depende também dos mercados. E não existem empresas fortes em países fracos, pelo que cabe ao Governo proporcionar condições de crescimento sustentado para as empresas e mudar a mentalidade dos decisores públicos que continuam a insistir em tratar todos de forma igual, sem conhecerem os negócios”, reforçando também a necessidade da requalificação dos trabalhadores “onde ainda há um longo caminho a percorrer”.

“Gerir um negócio destes não é fácil e requer a escolha de locais competitivos, como é o caso do Seixal, a trinta minutos do actual e do futuro aeroporto, com mão de obra jovem e qualificada e com várias universidades nas proximidades, além de ser uma zona com tradições industriais enraizadas.”

O CEO deixou ainda um recado aos empresários: “não devem apostar nos baixos salários para obterem competitividade. Compete-nos combater isto, porque pagamentos altos garantem a qualificação dos trabalhadores e essa é a verdadeira vantagem competitiva”.

Para Manuel Heitor, a aposta está também na qualificação dos jovens, referindo o objectivo do Governo em criar 25 mil novos postos de trabalho “um desafio que pretendemos implementar até 2030 no âmbito do plano de convergência europeu, numa triangulação entre formação – produção – empregabilidade, e ainda duplicar o investimento privado durante a próxima década”.

Outro aspecto que o ministro frisou foi a necessidade de aumentar a formação académica dos jovens. “Actualmente, quatro em cada dez jovens frequenta o ensino superior, queremos que isso passe para seis em cada dez, e isso implicará uma duplicação da despesa pública no ensino, quer dos jovens quer na requalificação de adultos.”

No final o autarca seixalense ofereceu a cada um dos convidados uma peça de arte relacionada com o concelho.

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