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Segundo mandato de Marcelo será “diferente face às circunstâncias” – Marques Mendes

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O ex-líder do PSD e comentador político Luís Marques Mendes antecipou hoje que, no segundo mandato como Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa “vai ser igual no plano dos princípios” e “diferente face às circunstâncias”.

“No futuro, acho que o Presidente da República vai continuar a ser fiel aos princípios de matriz do primeiro mandato – continuar a ser próximo das pessoas, responsável e independente -, mas, face às circunstâncias tem de ser inevitavelmente diferente, como qualquer Presidente da República teria que ser”, afirmou Marques Mendes, na SIC, onde é um dos comentadores convidados da noite eleitoral.

As projeções da RTP, SIC, TVI e CMTV, divulgadas pelas 20:00 de hoje, apontam para uma vitória de Marcelo Rebelo de Sousa nas presidenciais de hoje, com a socialista Ana Gomes em segundo e André Ventura, do Chega, em terceiro.

Com estes resultados, em que Marcelo tem mais de 50%, o atual Presidente da República ganha as eleições à primeira volta, de acordo com estas quatro projeções.

Marques Mendes acredita que o segundo mandato de Marcelo Rebelo de Sousa será “diferente” devido “à pandemia, à crise económica e social e à estabilidade política”. 

“Por um lado, o Governo tem uma base cada vez mais precária e difícil, mas não se perspetiva uma alternativa do lado do centro direita”, considerou.

Para Marques Mendes, que era líder parlamentar do PSD quando Marcelo Rebelo de Sousa estava à frente do partido, o atual Presidente da República é o “vencedor absoluto”, o “grande vencedor” das eleições presidenciais de hoje.

Isto porque “ganha à primeira volta, com um resultado superior aos 52% de há cinco anos e o maior resultado de sempre de uma candidatura de centro direita.

Além disso, “em comparação com outras reeleições, excecionando a de Mário Soares, se [Marcelo Rebelo de Sousa] tiver acima de 57% ultrapassa os resultados de Cavaco Silva, Jorge Sampaio e Ramalho Eanes Eanes em reeleições”.

“Muito provavelmente os seus votos vêm de várias áreas políticas”, afirmou.

Para o comentador político, há outros “três bons resultados e vencedores”: Tiago Mayan Gonçalves, André Ventura e Ana Gomes.

“O candidato da Iniciativa Liberal [Tiago Mayan Gonçalves] tinha um grande défice de notoriedade e, pelas projeções, tem um resultado significativo”, disse.

Já André Ventura, “que provavelmente não ganha o campeonato do segundo lugar, pode ter um resultado surpreendente para um partido recente [o Chega] e face aos resultados das últimas legislativas”.

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Quanto a Ana Gomes, Marques Mendes considera-a uma vencedora porque “ganha um campeonato do segundo lugar”, beneficiando “imenso do voto útil à esquerda”.

Para o comentador político, “há claramente uma candidatura derrotada, a do Bloco de Esquerda”, com Marisa Matias, que “tinha tido um resultado surpreendente há cinco anos e agora fica claramente abaixo”.

“Temos ainda uma grande dúvida: a candidatura de João Ferreira. Falta saber se alcança os objetivos ou se fica aquém”, disse.

Marques Mendes defendeu ainda que “há uma pessoa que não esteve nestas eleições e indiretamente sai vencedor: [o líder do PS e primeiro-ministro] António Costa”.

“Os seus parceiros à esquerda não saíram propriamente fortalecidos e André Ventura ter um bom resultado não é bom para o PSD, o que indiretamente é bom para Costa e para o PS”, afirmou.

Além disso, o comentador considera que António Costa é também vencedor porque “esteve ao lado de Marcelo Rebelo de Sousa”.

“O PS é o grande vencedor à esquerda”, disse.

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