SEAL vai processar director de empresa do Porto de Lisboa

O SEAL - Sindicato dos Estivadores e da Actividade Logística vai processar o diretor da empresa de trabalho portuário de Lisboa A-ETPL

publicidadeGearbest Alfawise V8S Max UV Sterilization + Disinfectant Disinfection Wet and Dry Robot Vacuum Cleaner promotion
Tempo de Leitura: < 1 minuto

O SEAL – Sindicato dos Estivadores e da Actividade Logística anunciou que vai processar judicialmente o diretor da empresa de trabalho portuário de Lisboa A-ETPL, «com base em “documentos comprovativos” de que a insolvência daquela empresa foi provocada “por atos lesivos do seu património”», segundo um comunicado de imprensa publicado também na página do sindicato.

O SEAL afirma no comunicado que «há documentação de todo o tipo de irregularidades, sendo que o elo comum a todas elas é a transferência direta, e indireta, de recursos financeiros, da A-ETPL, Associação – Empresa de Trabalho Portuário de Lisboa para os operadores portuários. Adianta ainda que já está a preparar o processo-crime contra o ainda presidente da direção da empresa, Diogo Marecos, e outras pessoas singulares e coletivas».

O Sindicato acusa ainda que «a gestão da A-ETPL sempre foi efetuada tendo unicamente em atenção os interesses das empresas de Operação Portuária que operam no porto de Lisboa, ou seja, das únicas sócias/associadas/clientes da mesma, situação que se prolongou ao longo dos anos e que, por razões óbvias, levou a A-ETPL à insolvência».

O diretor da A-ETPL, Diogo Marecos, não respondeu às acusações, mas disse à Lusa que o sindicato pretende apenas “desviar as atenções” do encerramento da A-ETPL.

Contactada pela Agência Lusa, fonte do Sindicato, que representa cerca de 150 trabalhadores que detêm 90% dos créditos da empresa, precisou que a delapidação dos recursos financeiros terá tido início pouco depois de a A-ETPL ter sido constituída, adiantando que todos os anos os operadores portuários procediam à transferência, para si próprios, de uma parte significativa dos lucros.

O SEAL salienta também que, a pretexto da formação dada aos trabalhadores, os operadores portuários faziam descontos a si próprios superiores a 25% no pagamento da mão-de-obra cedida pela A-ETPL, descontos que se mantinham mesmo depois de concluída a formação dos trabalhadores em causa.

A empresa foi declarada insolvente por sentença judicial e encerrou a sua atividade em 16 de março.

publicidade

DEIXE UMA RESPOSTA

Insira o seu comentário
Nome