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«Se não fosse o Grupo Folclórico e Humanitário as tradições da nossa terra poderiam estar em “perigo”».

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O Grupo Folclórico e Humanitário do Concelho de Sesimbra celebrou o seu 29º aniversário de vida com uma grande festa. A associação foi fundada a 23 de outubro de 1993. Prestes a virar mais uma década, a voz e o gosto pela tradição continua o mesmo. Para assinalar o aniversário do Grupo Folclórico e Humanitário do Concelho de Sesimbra, o Diário do Distrito entrevistou André Antunes. Os fundadores desta associação juntam à vertente cultural um lado mais humano, já que habitualmente realizam dádivas de sangue.

«O Grupo Folclórico e humanitário do Concelho de Sesimbra é sediado numa freguesia onde a atividade do folclore foi essencial para a socialização dos seus pioneiros que chegavam de diversas regiões. Alguns desses novos habitantes trouxeram consigo as suas experiências e vivências no meio do folclore e decidiram criar alguns aglomerados aqui na freguesia», disse. O grupo pede, desde 2018, uma instalação própria para ensaiarem e terem uma exposição etnográfica. Atualmente ensaiam no CCSR A Voz do Alentejo.

«Se não fosse o Grupo Folclórico e Humanitário (assim como todos os outros aglomerados que já existiram no nosso concelho), como também outras associações congéneres que atuam na preservação das memórias e tradições populares da nossa terra, essas mesmas tradições poderiam estar em “perigo”», defende. Esta preservação deve-se a entrevistas e pesquisas realizadas para levar o trabalho ao público.

Sem este tipo de associações, as tradições locais caíram no esquecimento das gerações mais jovens. «Não há complicação nenhuma para integrar o nosso grupo, o único requisito para integrar este grupo folclórico é ter vontade, curiosidade e empenho para aprender e interpretar as tradições do nosso concelho. Se preencherem este critério vão divertir-se e aprender muito. O nosso grupo tem vindo a abandonar a mentalidade de que é só subir a um palco para trajar, cantar e dançar, o folclore é muito mais que isso», disse o responsável por este grupo. Para ele o folclorista representa a história popular e tradicional da sua localidade, aquilo que os nossos avós e bisavós faziam.

«Durante o presente ano já concluímos um total de 25 atuações, mais de metade foram dentro das fronteiras do nosso concelho e região, e cada vez mais estamos a verificar uma maior presença de público. Torna-se gratificante subir a um palco ou mesmo nas atuações de rua e olharmos em nossa volta e estar tudo cheio de pessoas com curiosidade para ver o que nós oferecemos».

A presença cada vez maior em inúmeras atividades tem se traduzido num maior reconhecimento dos sesimbrenses em relação a este grupo. Uma relação de proximidade com a população, é desta forma que se regem. «Os sesimbrenses gostam de folclore! Qual o povo que não se revê na sua história e nas suas tradições?», afirmou o presidente da direção.


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