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Saudações, árvores e defesa da honra na reunião camarária do Montijo

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O presidente Nuno Canta iniciou a reunião camarária desta quarta-feira com uma informação sobre a homologação das contas de gerência de 2017 pelo Tribunal de Contas, e prosseguiu com outra informação sobre o ciclo de visitas às freguesias que o executivo irá iniciar amanhã na freguesia de Canha.

Foram também aprovadas saudações a atletas do Ginásio Clube de Montijo e do Clube de Judo do Montijo, pelas prestações em várias provas, apresentadas pela vereadora Sara Ferreira (PS).

A vereadora Clara Silva (PS) referiu uma reclamação chegada à autarquia da parte da Escola Básica Luís de Camões, devido ao facto de membros do PCP terem colocado uma ‘faixa de propaganda política’ no gradeamento da escola, “questionando-me a directora se o gradeamento da escola se trata realmente de um espaço público, conforme os elementos que colocaram a faixa lhe afirmaram quando os questionou”.

A vereadora apresentou ainda uma declaração política acerca da ‘oposição no Montijo’ no qual fez uma referência à situação da Câmara Municipal do Seixal, “na qual o presidente retirou os pelouros aos vereadores do PS por terem votado contra o orçamento, mas manteve um pelouro a um vereador eleito pelo PSD mas que se retirou do partido, no entanto no Montijo os vereadores eleitos continuam como vereadores”, criticando depois o posicionamento dos eleitos da oposição na gestão camarária e o desconhecimento de certas matérias.

Outro assunto levantado na declaração política da vereadora socialista foi o posicionamento do vereador João Afonso na última Assembleia Municipal, “na qual pediu a palavra para defesa da honra, mas utilizou o tempo para uma declaração política contra os eleitos do PS, o que levou ao nosso veemente voto de protesto, acrescentando esse gesto às ofensas que costuma fazer nas redes sociais”.

Em resposta o vereador eleito pela coligação PSD-CDS-PP, João Afonso referiu que “a minha intervenção na Assembleia Municipal teve ver com os constantes insultos que me são lançados.

Neste concelho, o PSD e CDS procuram fazer uma oposição livre e independente, sustentada em factos e na defesa do interesse público. Se o PS não gosta, temos pena, têm de se habituar, é a democracia. Achamos que no Montijo estamos perante uma anormalidade, uma oligarquia clientelar.”

Estas declarações levaram o presidente da autarquia a declarar que “o vereador até hoje só disse mentiras e nunca comprovou nada daquilo que afirma. Exijo que ainda hoje prove o que afirma sobre o Montijo ser uma oligarquia clientelar, não pode continuar a falar como se estivesse na escola a dizer graçolas. E nesta Câmara Municipal o senhor já cometeu uma ilegalidade, comprovada por um relatório jurídico.

Acontece o mesmo com os dois inquéritos que foram arquivados pela Polícia Judiciária e sobre os quais o PSD até hoje não pediu desculpas sobre essas suspeitas infundadas, levantadas por pessoas que até estão na Assembleia Municipal.”

“Assistimos a mais um momento muito elevado, onde foram esgrimidos argumentos importantes para a nossa posição na Área Metropolitana de Lisboa, sobre questões estruturantes do concelho e que mereciam ser seguidas em directo pela população” ironizou o vereador Carlos Almeida (CDU), sobre a discussão que ocorrera durante cerca de hora e meia entre o presidente e o vereador do PSD.

Carlos Almeida comentou depois a informação do presidente sobre a deslocação do executivo às freguesias, “mas mais do que falar às pessoas, o que será importante é ouvir a população” e lamentou o término das reuniões descentralizadas por parte do executivo.

Outra crítica do vereador foi para o modo “como os vereadores do PS, sobretudo o presidente, querem publicamente passar a ideia de que existe uma oposição em bloco, com desconhecimento total das matérias, quando determinadas atitudes não são tomadas pelo PCP. Da nossa parte não há ignorância sobre os assuntos de que falamos. Embora possamos até concordar com alguns pontos apresentados por outros partidos não queremos que nos meta no mesmo saco.”

 Segurança das árvores
no parque municipal

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João Afonso questionou também sobre o relatório que terá sido realizado acerca da situação de várias árvores de grande e médio porte no parque municipal, “que terá indicado a necessidade de abate de algumas e de poda de copas urgente noutras, quando terá isso lugar, já que estas podem colocar em perigo a segurança pública?”

O presidente explicou que “fazemos regularmente relatórios nos últimos três mandatos, numa avaliação continuada da resistência da madeira das árvores, para perceber as possibilidades de queda porque se tratam de elementos ‘vivos’.

Já foram abatidos inúmeros exemplares no parque da cidade, o que até levou a alarido de outros vereadores no passado, mas é a forma de garantir a segurança de um ecossistema já bastante maduro. Na primavera iremos verificar que árvores precisam de ser abatidas para avançarmos.”

O vereador social-democrata insistiu ainda em saber se “foram ou não abatidas as árvores identificadas como estando em risco, e exijo que esta minha pergunta fique em acta, daquelas que não aprovamos por virem truncadas”, respondendo a isto o presidente que “a não aprovação das actas não passa de um amuo da sua parte”.


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