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Santander encerrou 60 balcões em 2020 em Portugal e vai fechar mais 30 até março

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A Comissão Executiva do banco Santander enviou uma carta aos colaboradores, a que a Lusa teve acesso, que dá conta do encerramento de 30 balcões neste primeiro trimestre de 2021.

A Comissão Executiva informa que em 2021 seguirá “em linha com o encerramento de balcões e redimensionamento de serviços centrais”, que levou ao encerramento “de 60 balcões em 2020, e tem estimado encerrar cerca de 30 agências durante este trimestre, estando previsto implementar durante este ano diversas automações e alterações de processos nos serviços centrais, de forma crescente”.

As saídas de colaboradores estimam que “sejam feitas de comum acordo”, “privilegiará sempre que possível as aceitações voluntárias a processos unilaterais e formais”, tendo “sempre em consideração o contexto individual de cada colaborador e o contexto coletivo dos tempos atuais”.

Na carta justificam os encerramentos pela digitalização de alguns serviços e o facto de “nos últimos cinco anos, integrámos o Banif e o Banco Popular, o que provocou uma sobreposição de balcões e de serviços, quer na rede comercial, quer nos serviços centrais”.

A par deste aumento de balcões, “os esforços e investimento em acompanhar a era da digitalização” que se vive, “com uma redução progressiva de balcões, redefinição funcional de outros, e a automação crescente de processos e funções ao nível dos serviços centrais”.

E “as novas variantes da atividade bancária e às diferentes exigências e níveis de concorrência”, levam a um plano de restruturação “obrigatório para todos os bancos que queiram sobreviver no futuro, especialmente no contexto de forte compressão de receitas” que se vive e “tendo presente o aumento da concorrência com a entrada de novos agentes (Fintechs e BigTechs) e a alteração radical do comportamento dos clientes” bancários.

A Comissão Executiva argumenta ainda como razões do encerramento dos balcões, o facto de “nos últimos anos, a rentabilidade dos bancos foi constrangida por diversos fatores que são por todos conhecidos, com destaque para a exigência de níveis de capital mais elevados (de 2008 para hoje, o aumento do capital regulatório mínimo de 8% para 12,5% implicou, no caso do Santander Totta, a necessidade de mais 750 milhões de euros de capital para simplesmente poder operar), a existência e persistência de taxas de juro negativas, e generalizadas limitações a comissões”.

Assim, nacionalmente a gestão aponta condicionantes “como o custo que o banco tem com a resolução de outros bancos e outras taxas setoriais, que ascende hoje a mais de 74 milhões de euros/ano”. E “as atuais exigências dos clientes” com os serviços digitais levam a uma redução do número de espaços físicos

Completando que só “no último ano, as vendas em canais digitais por cliente ativo aumentaram significativamente; tem vindo a descer sucessivamente, ano após ano, o número de clientes que visitam um balcão (29% em dois anos), bem como os novos clientes captados por este canal (22% em dois anos), num movimento que se manterá crescente nos próximos anos”.

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