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Salários baixos afastam candidatos para a PSP

A Associação Sindical dos Profissionais de Polícia (ASPP/PSP) indica que os candidatos para a PSP nas últimas duas décadas caíram de 10 mil para 2 mil.

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A Associação Sindical dos Profissionais de Polícia (ASPP/PSP) indica que o número de candidatos para a PSP nas últimas duas décadas caiu de 10 mil para 2 mil.

“Esta redução tem refletido algumas preocupações com a seleção para ingresso nos cursos para agente de polícia”, referiu a associação. O ordenado base é de 791 euros, valor que consideram muito baixo para os requisitos da profissão.

“Um profissional de polícia lida com todo o tipo de imprevistos, mesmo fora da sua área de missão e tem frações de segundos para poder tomar decisões complexas que tem impacto diretamente na sua própria vida ou na vida de qualquer cidadão”.

A ASPP/PSP acrescentou que as agressões aos profissionais tem aumentado: de 122 em 2016 para 239 em 2019. Além disso, a dificuldade para subir na carreira é também um dos fatores que afastam candidatos. “Um agente, apesar de ter avaliações de serviço máximas e um currículo acima da média, pode demorar 15 anos a ser promovido à primeira categoria (agente principal) na carreira de agentes“.

Com tudo isto acumulado, acaba por “destruir qualquer motivação“, refere a associação.

“Julgamentos constantes na praça pública, muitas vezes injustos, sobre a atuação dos profissionais, problemas crescentes e graves de saúde do foro psicológico” são apenas mais um ponto na lista dos problemas.

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