Parceiros
Mundo

Rússia fica sem chocolates, cereais e rações da Nestlé

- publicidade -

A Nestlé era uma das empresas que mantinha as relações comerciais com a Federação Russa, após a invasão militar à Ucrânia, apesar da chuva de críticas.

A empresa afirmara que não iria fazer novos investimentos nem exportações, mas que manteria o envio de bens alimentares, entre eles papas para crianças, cereais e rações para animais.

No entanto, perante a pressão da opinião pública, e depois de uma ação concertada do grupo de hackers do Anonymous, que disponibilizaram publicamente mais de 10 gigabytes em documentos confidenciais da Nestlé, entre eles emails, palavras-passe, clientes empresariais da Nestlé, etc., a multinacional suíça cedeu às pressões.

«Estamos do lado do povo da Ucrânia e dos nossos 5.800 funcionários naquele país», disse a Nestlé, citada pela Reuters, que anunciou ainda a retirada das marcas KitKat e Nesquik, mas garantiu que irá continuar a pagar os ordenados aos funcionários russos mas irá manter a distribuição de alimentos infantis e nutrição médica, revertendo os lucros dessas vendas na na Rússia para ajuda humanitária.

Também o Presidente Zelensky interpelou diretamente a Nestlé, acusando-a de não respeitar o próprio slogan, ‘boa comida, boa vida’.

Além da Nestlé, outras empresas mantêm ainda as relações comerciais com a Rússia, mas também essas foram avisadas esta terça-feira pelos Anonymous de que têm menos de 48 horas para se retirarem ou serão os próximos alvos dos ciberataques.

As ações da Nestlé desvalorizaram 1,3% ao meio dia e meia desta quarta-feira, tendo atingido o mínimo do dia um pouco após as notícias da retirada da Rússia.


Sondagem | Tem condições para acolher refugiados ucranianos em sua casa?
VOTE AQUI!
Sabia que o Diário do Distrito também já está no Telegram? Subscreva o canal.
Já viu os nossos novos vídeos/reportagens no YouTube? Inscreva-se no nosso canal!
Siga-nos na nossa página no Facebook! Veja os diretos que realizamos no seu distrito

Escreva um comentário