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Rita Pereira e cabeleireira Helena Vaz Pereira envolvidas polémica após produção em pleno confinamento

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É mais uma polémica a envolver Rita Pereira.

A atriz da TVI publicou este sábado, 16 de janeiro, uma “story” no Instagram, mostrando-se a ser penteada pela sua cabeleireira, Helena Vaz Pereira, um dia depois de todo o país ter entrado em confinamento devido à Covid-19.

Numa altura em que todos os serviços de beleza estão suspensos por ordem do governo, esta exceção à regra, provocou alguma agitação nas redes sociais, sobretudo, por parte da classe de cabeleireiros.

O mote da contestação foi iniciado por Berto Viana, um dos cabeleireiros portugueses mais conhecido e reconhecido nacional e internacionalmente, através também da mesma plataforma social. “Que palhaçada é esta. Uns podem, outros não? Esta m* já mete nojo ou só podemos pentear pessoas conhecidas? E sem máscara a dar o exemplo”, escreveu o cabeleireiro natural de Viana do Castelo. Mais tarde, e através de uma declaração em vídeo, o vianense acusa ainda as protagonistas deste episódio de “falta de profissionalismo”.

O também cógnito hairdresser Miguel Teixeira, de Odivelas, também demostrou o seu desagrado face a este caso. “A ser para uns, que seja para todos”, declarou o hairstylist de algumas celebridades lusas.

Ao que o Diário do Distrito conseguiu averiguar, as imagens que agora estão a causar polémica foram feitas na unidade hoteleira, Dream Guincho, em Alcabideche a propósito de uma produção editorial.

O nosso jornal sabe também que a equipa contratada para produzir o principal rosto da estação de Queluz de Baixo era reduzida, contado apenas com a cabeleireira Helena Vaz Pereira, a maquilhadora Joana Moreira, um elemento da agência Notable, um stylist e um fotografo.

Mas não foram os únicos a criticar tal situação.

Emanuel Rodrigues, Ana Viegas, Cátia Monteiro e Pente Arte, também profissionais com notoriedade na área reagiram a esta notícia.

Rodrigues, com salão na Costa de Caparica, afirmou que toda esta situação é “outra cena ridícula”, tendo Viegas, do Seixal, concordado de forma pública com o colega de profissão.

Já o salão Pente Arte, de Montemor-o-Velho, fez uma declaração pública sobre a situação, dizendo que esta é uma situação “muito injusta” perante o facto de todos os cabeleireiros estão fechados.

Por outro lado, Cátia Monteiro, muito famosa nas plataformas sociais, vai mais longe em relação às críticas sobre este novo confinamento e arrasa também as televisões nacionais e em particular a TVI. Sobre o programa “Em família”, a colorista de Odivelas arrasa a forma como os convidados são colocados em ‘plataux’.

“Olha que lindo, tudo ao molho. Saf*, o povão que fique em casa”, comentário feito a propósito de Nuno Eiró, Ruben Rua e Maria Sequeira Gomes estarem a entrevistar três pessoas ao mesmo tempo, totalizando seis pessoas num espaço que, aos olhos do espetador, não cumpre as regras de segurança decretadas pela Direção Geral de Saúde.

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Monteiro vai mais longe e dá como exemplo as regras impostas aos salões em que é “proibido” qualquer tipo de sala de espera.

Outras opiniões de cabeleireiros

O Diário do Distrito tentou contactar outros cabeleireiros de notoriedade na praça pública sobre o sucedido, mas nenhum deles se mostrou disponível para comentar a situação tornada pública por Rita Pereira e que conta com a presença da colega Helena Vaz Pereira.

Apenas David Xavier, de Almada e com salão em Lisboa, através da sua assessoria de comunicação, garantiu que segunda-feira, 18 de janeiro, poderia fazer dar uma opinião sobre o assunto em questão. Hoje, domingo, 17 de janeiro, estava “concentrado no planeamento de formações com a nova empresa com quem está a trabalhar”.

Helena Vaz Pereira envolvida em nova controvérsia em confinamento

Helena Vaz Pereira, diretora artística do GriffeHairstyle, no Bairro Alto de Lisboa, e uma das principais caras da L’Oréal Profissional em Portugal, não é uma estreante em polémicas em tempos de confinamento.

Aquando do primeiro confinamento, entre março e maio de 2020, também foi protagonista dos chamados “kits de cor”. À época, a responsável de cabelos da produtora Plural elaborou uma espécie de “conjunto de coloração profissional” para todos os seus clientes de forma artesanal e não autorizada pelas autoridades nacionais nem pela marca francesa que representa.

Estes kits eram vendidos pela internet e ao que o nosso jornal conseguiu saber, junto de fonte ligada à empresa de Helena Vaz Pereira, na altura dos factos, estes eram enviados para casa das clientes com a “mistura química já realizada, em frasquinhos de plásticos e com um tutorial de vídeo, ensinando o método de aplicação”.

O Diário do Distrito foi o primeiro órgão de comunicação social nacional a noticiar esta forma ilegal de negócio e, na altura, chegou mesmo a pedir pareceres à DGS e à ASAE e ambos organismos declaram a situação ilegal e perigosa para a saúde pública já que “estava a ser colocada em causa a segurança do cliente final que não sabe manusear os produtos químicos profissionais”.

Mas a cabeleireira de Rita Pereira não a única a publicitar esta forma ilegal de negócio durante a quarentena. Carla Margalhães, do HairProject Cabeleireiros, do Porto, também optou por esta forma de trabalho, tendo sido duramente criticada depois da sua presença no programa “Praça da Alegria” da RTP.

Os salões Hair Fusion de Joana e Alexandre, em Lisboa, Lisbaeta de Matt (Cabelo Pantene), no Chiado, e Zeca Azevedo Hair Advisors, em Oeiras, também realizaram este tipo de kits de coloração.

Principais marcas de cosméticos e alguns colegas de profissão repudiam ‘kits de cor’

L’Oréal Portugal, Wella Portugal, Schwarkopf Portugal e Alfaparf Milano Portugal, à data dos factos e questionadas pelo Diário do Distrito, emitiram comunicados a repudiar este tipo de serviços, já que colocavam em causa a qualidade do seu produto e a saúde do consumidor final e comprometeram-se a alertar e a desincentivar os cabeleireiros a si ligados a fazer este tipo de ‘kits’.

Sabe-se agora quase nenhum dos profissionais supra mencionados cumpriu a diretiva emanada pela marca que representam e que, passados uns meses, continuavam a fazer parte das principais iniciativas das marcas acima citadas.

Ana Bela Pereira, David Xavier, Claúdio Peixoto foram dos poucos profissionais conceituados da área que fizeram declarações públicas contra este tipo de ‘kits’, declarando, na sua génese, que se tratava de um “rompimento com os princípios éticos da profissão”, já que, assim, através dos tutoriais enviados aos clientes, estava ser divulgado conhecimento técnico que deveria ser exclusivo dos profissionais de cabelo e não do público em geral.

Diário do Distrito aguarda reações das partes interessadas

O Diário do Distrito tentou entrar em contacto com todas as partes interessadas, mas até ao momento, não recebeu qualquer tipo de resposta por parte da agência Notable, que representa Rita Pereira, por parte de Helena Vaz Pereira ou mesmo por parte de Joana Moreira, da unidade hoteleira, da TVI e da L’Oréal Portugal.

O nosso jornal está a tentar também obter uma reação dos representantes das principais associações profissionais do setor dos cabelos em Portugal.

Até à conclusão desta notícia, não obtivemos qualquer resposta de todos os inquiridos.

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