Reembolsos do IRS ‘cativados’ pelas Finanças

As Finanças admitem que estão a estender no tempo os pagamentos dos reembolsos em sede de IRS

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As Finanças admitem que estão a estender no tempo os pagamentos dos reembolsos em sede de IRS, o que será uma forma de conservar mais verbas em caixa e amortecer os enormes choques de tesouraria que a crise está a provocar nas contas do Estado.

A lentidão no pagamento dos reembolsos do IRS deu ao imposto o melhor arranque de época (primeiros quatro meses de 2020) em sete anos, indicam dados ontem revelados pelas Finanças e cálculos do DN/Dinheiro Vivo.

A retenção de reembolsos permitiu que a receita fiscal e de IRS não sofresse um colapso, pelo menos para já. O mesmo não aconteceu aos outros impostos mas em todo o caso, o gabinete de Centeno promete que, ao longo do ano, esta situação será «corrigida».

Segundo a nota sobre a execução orçamental até abril do gabinete do ministro Mário Centeno, divulgada pela Lusa, o défice deste quadrimestre já subiu muito (mais de 25%), refletindo fortes reduções na receita e aumentos pronunciados na despesa pública por causa da pandemia de covid-19.

Essa lentidão no pagamento dos reembolsos de IRS fez que a receita líquida de IRS tenha disparado 17,8% nos primeiros quatro meses do ano comparativamente a igual período de 2019.

As Finanças fazem um resumo dos impactos da crise do coronavírus nas contas públicas, que no total custou, até agora (mês e meio, desde meados de março a final de abril), cerca de 660 milhões de euros.

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