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Recomeços

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Setembro, mês de recomeços, de reconstrução, de novos e velhos desafios. Muitos sofrerão com a tão debatida “depressão pós-férias”, pois após dias tendencialmente dedicados ao ócio e ao prazer, retomar a realidade pode causar perturbações no humor e maior irritabilidade. Geralmente estas alterações são transitórias e a nova rotina acaba por ser sentida como securizante.

Setembro marca também o início de um novo ano letivo. Milhares de crianças e jovens regressam às salas de aulas. Carregam nas suas mochilas sonhos, medos e esperança. Como tantas vezes repito: a escola é um lugar para se ser feliz. Para se crescer em segurança e confiança. Para aprender sobre dons, saberes diversos e sobre a unicidade de cada um.

Nas mochilas, as crianças e jovens carregam também as suas famílias, enquanto figuras de vinculação. Levam delas o seu exemplo, os seus modelos e as suas ideias. É assim que na escola se reproduzem preconceitos e desigualdades que, lamentavelmente, impedem que muitos guardem dela memórias felizes. Acredito que, cada uma de nós, pode fazer a diferença. Eduque pelo respeito da condição humana, eduque para o direito de ser e de amar em qualquer cor e quem se quiser.

Deixe Setembro fluir. Mime-se, construa um “aqui e agora” de pequenos/grandes prazeres. Construa rotinas que lhe proporcionem estabilidade, mas não lhe retirem a possibilidade de ser espontânea. Escolha o amor próprio, não prescinda do que a faz feliz. Liberte-se de preconceitos e abrace a vida em toda a sua panóplia de cores.

Bons recomeços!

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