«Realojamento em Vale de Chícharos não está posto em causa»

Os vereadores da oposição questionaram esta tarde o executivo sobre o andamento do processo de realojamento das familias que habitam em Vale de Chícharos, vulgarmente conhecido como Bairro da Jamaika.

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DIÁRIO IMAGEM
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Um dos assuntos discutidos na reunião camarária desta semana no Seixal foi a reportagem de um jornal nacional na qual o presidente Joaquim Santos afirma que existem dificuldades na segunda fase de realojamento de Vale de Chícharos, devido ao aumento do preço das habitações no concelho.

A vereadora Elisabete Adrião (PS) iniciou a discussão, questionando Joaquim Santos sobre o assunto. “Fiz também uma breve pesquisa numa imobiliária bem conhecida e vi que até há casas disponíveis dentro dos valores, sendo também possível adquirir casas em leilão com preços muito acessíveis, portanto porque não recorre a Câmara Municipal a esta solução?”

Elisabete Adrião referiu ainda outras questões “polémicas”, questionando se “isto tem a ver com algum dos constrangimentos da primeira fase, como o facto de ter sido apenas contratada uma agência imobiliária, que foi criada dois meses antes do início desse processo; ou com os boatos em que houve sinalizações de casas que foram perdidas porque não avançaram as compras? Ou ainda com o facto de a equipa inicial do processo já não ser a mesma?”.

O assunto levantou também questões ao vereador do BE, Francisco Morais, que lamentou o facto de “esta informação sobre as dificuldades não ter sido dada aos vereadores, que souberam do assunto pela comunicação social. Mas deixo o pedido para que estas pessoas não fiquem para trás, porque têm direito a estas habitações e o investimento não pode ser apenas de milhões para grupos de futebol.”
O vereador independente Manuel Pires questionou ainda sobre o papel da Santa Casa da Misericórdia “que esteve na primeira fase, saiu nesta segunda fase?”.

Coube à vereadora Manuela Calado explicar o atraso no processo “que prevê o realojamento até 2022. A primeira fase iniciou-se em 2018, e até ao final de 2019 estava previsto o realojamento do lote 13, mas a demolição deste colocava em causa os lotes 14 e 15, que seriam realojados apenas em 2021, pelo que a Câmara Municipal optou por realojar os moradores desses três lotes a mesmo tempo, resultando no realojamento de 74 famílias, e num maior esforço financeiro da autarquia.”

A vereadora recordou que “o mercado está como está e temos tido dificuldades na aquisição dos imóveis, mas o esforço que a Câmara Municipal está a colocar vai muito para além do protocolo de realojamento, em mais 2 milhões de euros que o previsto.”

Manuela Calado referiu também a reunião que decorreu com a secretária de Estado da Habitação “a quem indicámos que da forma como o mercado está, não conseguimos comprar casas ao valor da Portaria, ou seja um T4 até 78 mil euros, e estamos a arranjar uma alternativa que passará por outro métodos de financiamento. Mas nada disso irá diminuir o esforço financeiro da Câmara Municipal, que nesta segunda fase irá ao mercado comprar as habitações.”

Apesar das dificuldades apontadas, Manuela Calado garantiu que “o processo de realojamento não esta em causa, apenas não conseguimos cumprir com toda a calendarização mas já avançámos mais do que o previsto, e as famílias serão realojadas o mais rapidamente possível. Esse é o nosso objectivo e não será colocado em causa.”

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