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‘Queremos um Barreiro que olhe em frente e não se ajoelhe a ninguém’

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O reeleito presidente da Câmara Municipal do Barreiro reafirmou os objectivos do PS para o concelho do Barreiro, na cerimónia de instalação dos órgãos autárquicos que decorreu na noite desta sexta-feira, no auditório da Escola Superior de Tecnologias.

“Queremos mais criação de riqueza para um Barreiro melhor. E declaro que tenho orgulho em ser do Barreiro e fazer desta uma cidade que olha em frente e que não se ajoelha a ninguém” sublinhou Frederico Rosa.

Durante a cerimónia, em que houve lugar a agradecimentos aos eleitos do anterior mandato, recordação de eleitos, e referências aos abstencionistas, “que mesmo não votando, têm uma voz activa e têm de ser ouvidos de forma permanente”, os vários eleitos tomaram posse, e Frederico Rosa foi recebido com aplausos de pé.

“Teremos de ter sempre humildade de acolher os resultados eleitorais e trabalhar para um futuro mais risonho”, referiu o autarca que repete o mandato, e que deixou ainda uma palavra especial à família.

“Sou barreirense, filho de um pai que teve de imigrar para eu poder estudar. Hoje tenho aqui todos presentes, pais, esposa e filho (já a dormir). E é a vós que agradeço, porque estes quatro anos que passaram não foram fáceis, tivemos muitas vezes de respirar fundo, de fechar os olhos e os ouvidos ao que nos diziam. Mas sei que têm orgulho na luta que travo por um Barreiro melhor. E di-lo-ei sempre com um sorriso no rosto: Viva o Barreiro!”

Como presidente da mesa da Assembleia Municipal ainda em exercício, André Pinotes centrou o seu discurso na luta “que temos de manter contra a desconfiança dos eleitores para com os políticos.

Temos a sensação de que há maior riqueza gerada, mas esta é acumulada em poucos; que a segurança é maior, mas há mais sentimento de insegurança. Por tudo isto é necessário reflectir na fragilidade do sistema democrático que alguns tentam minar de forma populista.”

Frisando que “no Barreiro, desde 2012 que a taxa de abstenção tem vindo a diminuir, assim como os votos em branco e nulos”, destacou o resultado do PS nas eleições “com a conquista da maioria absoluta em todos os órgãos autárquicos. Apesar disso, comprometemo-nos a respeitar cada voto de cada eleitor em cada um dos partidos agora eleitos, porque a vontade popular tem de se respeitar por inteiro.”

 

PS, CDU, PSD, Chega e BE representados na Assembleia Municipal

 

Seguiram-se as intervenções dos partidos eleitos na Assembleia Municipal, por ordem crescente de resultados.

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Francisco Alves Ramos (BE) aludiu à “campanha bipolarizada que decorreu, e que deu ao PS a maioria absoluta, mas não a podem confundir com poder absoluto”, e garantiu que “o BE irá continuar a fazer o seu papel fiscalizador na Assembleia Municipal e a apresentar propostas várias, mantendo a sua oposição ao projecto para a Quinta de Braancamp e ao aeroporto no Montijo”.

Pelo Chega, Nuno Miguel Chambel frisou estar a “lutar por um Barreiro mais justo, para os que cumprem com pagamentos dos impostos tenham garantidos os seus direitos, e para que se possa criar riqueza não apenas para alguns se aproveitarem.

Lutaremos por mais segurança, contra a banalização de certos comportamentos, mas também pela melhoria de quem garante essa segurança.”

O eleito deixou ainda um recado sobre o partido que representa. “O Chega é rotulado com imensos rótulos, a um ritmo diário, até pouco democráticos, mas espero desmistificar isso”.

Vítor Castro Nunes (PSD) saudou “todos os que se candidataram, os que trabalharam para garantir que estas eleições autárquicas tivessem lugar, assim como para as respectivas campanhas” e destacou “o papel da Assembleia Municipal na democracia, como órgão fiscalizador. Nestas eleições o povo do Barreiro rejeitou o regresso ao passado e escolheu dar a maioria absoluta ao PS, a quem peço que não caiam nas tentações e pressões, que vão receber, para governarem num contexto de maioria absoluta. Peço que ouçam a oposição, que contem connosco, porque queremos ajudar, de forma a que no final do mandato, o Barreiro esteja melhor a todos os níveis.”

Com um enfoque para “o poder local democrático como motivador do desenvolvimento do país” o eleito da CDU, José Luís Teixeira também deixou um recado à nova maioria PS: “que coloquem o interesse público acima de quaisquer outros.

E o Barreiro tem de continuar a ter o poder reivindicativo junto ao poder central para questões tão importantes como a reposição das quatro freguesias, e da parte da CDU iremos continuar a dizer que a Braancamp é de todos e não ao aeroporto no Montijo.”

A terminar as intervenções, Isidro Heitor (PS) sublinhou que “estas eleições reforçaram o novo ciclo político iniciado em 2017 no Barreiro, onde o PS elegeu 7 vereadores e obteve maioria absoluta na Câmara Municipal, Assembleia Municipal e Assembleias de Freguesia. O significado desta maioria é de maior responsabilidade e humildade.”

Dirigindo-se aos restantes eleitos, reiterou que “o PS assume o compromisso de trabalhar com todos, mas também iremos aprofundar os nossos compromissos para com a população. Não faremos tudo bem, mas tudo será feito pelo bem do Barreiro.”

André Pinotes (PS) foi também reeleito para presidente da mesa da Assembleia Municipal, não se tendo apresentado mais nenhuma lista a votação, e a terminar a primeira reunião do órgão no actual mandato, deixou um apelo para que “a população participe, seja nas assembleias, nas reuniões, ou por email ou telefone. Mas participem. Agora também têm acesso aos actos dos eleitos, e podem seguir tudo o que se passa no seu concelho.

Deixo ainda uma palavra de agradecimento para os jornalistas que hoje nos acompanham, como o fazem há anos, e que durante muito tempo foram a única forma de transmitir o que se passava nestes órgãos.”

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