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«Queremos Justiça» foi palavra de ordem em marcha por Wiston Rodrigues

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Mais de centena e meia de pessoas juntaram-se ao final desta manhã numa marcha em homenagem a Wiston Rodrigues, assassinado no passado domingo no Bairro da Cucena, Aldeia de Paio Pires, Seixal.

A marcha partiu da estação da Fertágus do Fogueteiro, com várias dezenas de pessoas que vieram de Lisboa e Almada, a que se juntaram depois outras no Bairro, cumprindo com o uso de máscaras.

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«Queremos Justiça» «Prendam o assassino» e «Abaixo o homicídio» foram algumas das frases gritadas pelos manifestantes, entre os quais se encontravam os dois filhos de Wiston Rodrigues, um deles ainda menor, irmãos e outros familiares.

Os manifestantes pretendiam ir depositar flores no local onde o crime ocorreu, mas a GNR solicitou que apenas um pequeno grupo o fizesse por questões de segurança, apesar do ambiente no Bairro estar bastante calmo, ficando os restantes concentrados na entrada do bairro.

No local, no meio de muitas lágrimas e clamores, foram deixadas flores e velas.

Ao Diário do Distrito a advogada da família com indicação da Embaixada de S. Tomé, Dr.ª Ana Paula Costa explicou que “hoje estamos aqui para prestar homenagem ao Wiston Rodrigues e o que a família pretende é que seja feita justiça”.

Segundo a advogada, o pai de Wiston Rodrigues, que foi também atingido a tiro e espancado no domingo “está fora de perigo. O senhor António Rodrigues foi sujeito a várias intervenções cirúrgicas e perdeu uma vista, mas hoje vamos saber se já consegue falar.”

Acerca do funeral Ana Paula Costa explicou que “ainda não há indicação de quando o corpo será autopsiado e marcado o funeral, mas esperamos que durante a próxima semana nos seja dado um indicador sobre a autopsia, para depois ser realizado o funeral”.

Os dois filhos de Wiston Rodrigues, e atrás o irmão de António Rodrigues

No final os manifestantes agradeceram também aos elementos da GNR que estiveram presentes no local para garantir a segurança.

Wiston Rodrigues, o mais velho de dez irmãos, natural de São Tomé e com um negócio de roupa e decoração na Torre da Marinha, Seixal, que mantinha com o irmão, ex-militar, foi assassinado a tiro no domingo após desacatos no Bairro da Cucena onde se teria deslocado para resgatar uma cunhada que ali ficara após anteriores desacatos ocorridos quando o irmão de Wiston e a cunhada se deslocaram ao bairro para ir buscar um amigo que ali residia.

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O Diário do Distrito sabe também que os moradores que filmaram o vídeo do violento acto tiveram de ser deslocados do Bairro por motivos de segurança.

 

 

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