Seixal

Quercus solicita inspeção do IGAMAOT à Siderurgia Nacional

A Quercus divulgou um comunicado no qual solicita uma «inspeção urgente» da Inspeção-Geral da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território (IGAMAOT) à Megasa/Siderurgia Nacional no Seixal para verificação do cumprimento das obrigações decorrentes da nova licença ambiental e solicita ainda uma «reunião com o delegado de saúde local».

A associação ambientalista refere que «apesar do histórico de queixas e reclamações da população local ser superior a 20 anos, a Agência Portuguesa do Ambiente renovou a Licença Ambiental pelo período de sete anos, exigindo nessa renovação o cumprimento de várias ações».

Outra questão levantada é o facto de não ter sido cumprida a promessa do secretário de Estado do Ambiente, «atendendo que este em sede de comissão parlamentar de ambiente (realizada em 2017) garantiu que iria ser instalada outra estação de monitorização da qualidade do ar no Seixal para controlo das emissões poluentes e salvaguarda da população local, o que ate à data não se verifica».

Durante décadas a população local tem apresentado queixas sobre as emissões de partículas e o ruído que se faz sentir. Na década de noventa, depois de uma acção intentada em tribunal, a Siderurgia Nacional foi forçada a implementar medidas de protecção ambiental, mas há cerca de seis anos a situação voltou a ficar descontrolada, levando mesmo os moradores da Aldeia de Paio Pires a formarem um grupo de cidadãos ‘Os Contaminados’ (Concelho do Seixal).

Da parte da Megasa, foi apresentada em Novembro a uma comitiva que integrou membros da Câmara Municipal do Seixal, um conjunto de medidas que a empresa terá implementado para evitar a emissão de partículas, mas o certo é que a população continua a apresentar fotos e vídeos de recolha de pó de limalha de ferro e agora um pó branco que se espalha por todo o lado.

A GNR já recebeu este ano um total de 26 queixas devido a essas emissões, e que a 19 de janeiro, através do Grupo de Intervenção de Proteção e Socorro, recolheu uma amostra dos resíduos na Aldeia de Paio Pires, enviando-a depois para a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) para análise, segundo confirmou ao SOL a força de segurança.



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