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‘Quase tudo por fazer para derrotar o racismo’ garante Mamadou Ba em aniversário do SOS Racismo

Constituído dezembro em 1990, o SOS RACISMO é uma associação sem fins lucrativos, à qual foi atribuído o estatuto de utilidade pública em 1996, cujo objectivo é «uma sociedade mais justa, igualitária e intercultural onde todos, nacionais e estrangeiros com qualquer tom de pele, possam usufruir dos mesmos direitos de cidadania».

A passagem de mais um aniversário foi assinalado pelo dirigente da associação Mamadou Ba, através das redes sociais

«Há 31 anos, nascia o SOS Racismo. 31 anos a lutar pela igualdade para tornar efetiva a democracia para aqueles e aquelas que dela estão excluído/as.

Foram e continuam a ser muitas frentes de luta contra o racismo estrutural que se densificou nas práticas institucionais e está ossificado nas relações sociais.»

Apesar de admitir que «algumas conquistas houve», e que «os últimos anos trouxeram uma certa centralidade política à questão racial no debate político», o dirigente do SOS Racismo considera que «falta quase tudo por fazer para derrotar o racismo. As políticas públicas e a produção legislativa sobre a questão racial continuam totalmente lacunares e absolutamente submersas num imaginário coletivo ainda muito racista. O racismo continua a matar e a quotidianamente dilacerar vidas.»

A critica do dirigente vai também para «o negacionismo ou a relativização do racismo afetam largos sectores da nossa sociedade, incluindo nos que se arrogam de ‘progressistas’.

O legado histórico e a memória colonial são mobilizados para reificar o lusotropicalismo e acenar um pretenso excepcionalismo lusitano para não enfrentar os crimes coloniais e as suas repercussões no presente. O anti-antirracismo já é receita partilhada entre racistas empedernidos e anti-racistas morais.»

Para Mamadou Ba «a extrema-direita tem uma via verde para as instituições, com a eleição de um deputado fascista e a captura institucional das forças de segurança, através da infiltração e do controlo sindical.

As forças de segurança e o aparelho de justiça são uma bengala do racismo estrutural e institucional. Pois, isto mesmo se revela através da atuação das forças de segurança com a violência policial contra pessoas racializadas não-brancas e do aparelho de justiça que se recusa sistematicamente a proferir sentenças por discriminação racial, mas aplica penas exorbitantes e desproporcionais contra negros e ciganos.»

Por fim, deixou uma mensagem a «todas e todos que construímos este património, estamos de parabéns pela caminhada e certamente, com mais garra para lutar enquanto sobrar racismo».



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