Almada

Quadra de vereador gera discussão na reunião de Câmara de Almada

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Uma quadra da autoria do vereador António Matos (CDU) foi um dos pontos de que marcou a discussão da reunião camarária de Almada desta segunda-feira, quando a presidente Inês de Medeiros questionou os eleitos comunistas se se reviam nas declarações feitas na Assembleia Municipal pelo deputado José Lourenço acerca de contas do SMAS.

No mesmo sentido, Inês de Medeiros questionou se também “se os senhores vereadores d da CDU, em conjunto, se identificam e assinam por baixo da designação de ‘tralha’ pronunciada pelo senhor vereador António Matos num grande momento de inspiração poética na altura dos Santos Populares, onde incluiu todos os vereadores não CDU”.

A quadra em questão é a seguinte: Oh São João da Ramalha / Vem cá abaixo tu de novo / Limpar Almada da tralha / P´ra que volte a ser do povo.

Inês de Medeiros acusou ainda a vereação comunista de “andarem há três anos a divulgar informações às pessoas que sabe que são falsas, criando um ambiente de suspeição e de medo. Querem dar a entender que a gestão da CDU era um oásis e acham-se no direito de insultar tudo e todos e fazer avaliações morais em todas as condições, mas quando são confrontados ‘ai Jesus’ que a honra fica tocada”.

O vereador Joaquim Judas (CDU) lamentou que o discurso da presidente tivesse lugar naquele órgão “porque esse seu discurso é para a Assembleia Municipal e não aqui, onde o deputado não está para se defender”.

Em resposta à questão ligada com a quadra o vereador Joaquim Matos desvalorizou considerando que “tratou-se de uma brincadeira poética e repudio as declarações da presidente sobre o assunto. Nunca quis ou o fiz no passado nem no presente, e julgo que não o farei no futuro, falar em relação aos meus colegas de forma sobranceira e ofensiva.

Acho também estranho que assumam isso para vocês.

O que escrevi deve ter o entendimento no espírito reinadio da época e pode ter uma leitura perfeitamente diferente da que lhe quer imputar. Da minha parte terão sempre uma atitude de respeito para com todos os colegas e pelo pensamento divergente.

Acho que a senhora presidente andaria melhor se não tivesse o ar sobranceiro e a postura incendiaria que sempre apresenta relativamente às diferenças das nossas posturas, porque tem de existir um respeito entre pares. As nossas posturas e as nossas críticas são tão legitimas quanto as suas.»

Referindo-se às tensões sempre presentes nas reuniões camarárias, António Matos frisou que “o clima que se vive nestas pode e deve ser diferente, e quando há problemas entre partidos, estes que se entendam entre si. Mas colegas neste órgão deve haver diferenciação de abordagens, e os problemas devem ser resolvidos em cada órgão, e com respeito.”

Inês de Medeiros encerrou a discussão afirmando que “prefiro ter falar com frontalidade nestas reuniões do que ter atitudes incendiárias nas redes sociais. É só a grande diferença entre nós em termos de postura. Registo que admite que a quadra pode ter várias interpretações e por isso, devo deduzir das suas palavras, que está disponível, por respeito aos colegas, a fazer um pedido formal de desculpa.”

A vereadora Teolinda Silveira frisou que “o que mais me magoou foi ter um par que se senta comigo há dez anos nesta bancada, com um momento muito infeliz, e que permitiu com essa quadra uma série de interpretações considerando aquilo algo fora de todo o contexto”.

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