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PSD recua e admite votar contra lei dos professores se não houver equilíbrio de contas

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O presidente do PSD apelidou de “golpe palaciano” o aviso de António Costa de se poder demitir caso o diploma dos professores seja aprovado na generalidade no Parlamento.

Numa declaração feita no Porto, Rui Rio diz que o primeiro-ministro quis “perturbar a campanha eleitoral para as eleições europeias” que estará a correr “bastante mal ao seu partido”.

O líder do PSD falou ainda em “vitimização” por parte de António Costa para “enganar os portugueses”.

Rui Rio disse que “foi deplorável ver o ministro das finanças” alinhar “num conjunto de números trabalhados para enganar os portugueses e alimentar a farsa que o governo montou”.

“O PSD tem uma posição muito clara. Ainda nenhum diploma foi votado sobre o descongelamento das carreiras. O PSD vai coerentemente manter as posições sem qualquer alteração”, afirmou Rui Rio.

O líder do PSD remeteu ainda para os fogos de 2017, nos quais “morreram mais de cem pessoas nos incêndios de 2017”, dizendo que o primeiro-ministro “não se demitiu”, nem sequer depois do caso de Tancos e da tragédia de Borba e apelidou de “teatro” a ação do Governo nos últimos dias.

Rui Rio disse ainda que o equilíbrio das contas públicas é “condição inegociável” para que o PSD possa votar a favor da proposta. Resumindo, o voto do PSD vai depender do que o Partido Socialista defender face à questão dos professores e da garantia do equilíbrio das contas públicas.

Assunção Cristas também já prestou declarações hoje, anunciando que os centristas só votarão a favor do diploma dos professores se forem aceites as condições do partido, como sustentabilidade financeira e crescimento económico.

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