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PS, PSD e CDS Seixal unem-se em defesa do aeroporto no Montijo

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Os presidentes das Comissões Políticas do concelho do Seixal do PS, Marco Teles Fernandes, do PSD Bruno Vasconcelos e do CDS-PP, Marlene Abrantes, assinam um comunicado conjunto no qual defendem a opção do novo aeroporto no Montijo.

«A necessidade de encontrar uma solução que permita acomodar as necessidades resultantes do enorme aumento do tráfego aeroportuário na cidade de Lisboa é sobejamente conhecida. O processo de definição dessa solução tem uma longa história e, nos últimos 60 anos, a construção de um novo aeroporto já foi apontada como certa em diversas localizações, sem que nunca se tenha avançado para qualquer uma delas» lê-se no documento enviado ao Diário do Distrito.

«A cada suposto avanço, eis que surge sempre uma suposta alternativa, corroborada por um estudo que tem resultado, uma e outra vez, em falta de consenso ou inoportunas condições de investimento.

Nos últimos tempos a situação agravou-se. De facto, em 2017 marcaram presença no aeroporto de Lisboa 26,7 milhões de pessoas, o que representa um crescimento de 18,8% face a 2016. Em 2018, o crescimento foi de 8,9%, com mais 29 milhões de pessoas a passarem pelo Humberto Delgado (AHD).

Diz o resumo não técnico (RNT) do Estudo de Impacto Ambiental (EIA) que “em termos acumulados, desde 2013 e até fim de 2018, o número de passageiros do AHD-Lisboa cresceu 73%”.

Portanto, a pressão a que se vem assistindo antecipou em “mais de 10 anos as estimativas iniciais de evolução da procura”. É esta realidade que apressa a saturação da infraestrutura em Lisboa e levanta preocupações ao nível da segurança no atual aeroporto, não deixando de estar refletido nos rankings de avaliação menos positiva na qualidade do serviço prestado aos passageiros.

Todo este quadro implica perdas significativas para a economia. O “mero adiamento de 1 ano” da solução para o problema “tem um impacto estimado em 600 milhões de euros de perda de receitas, só no setor do turismo”.

É por tudo isto que estamos perante um projeto de interesse público, de dimensão nacional a que temos o dever de ter capacidade para dar resposta. E a resposta, está visto, tem de cumprir o requisito, provado, da urgência.

A solução de um único aeroporto, com a eliminação do atualmente existente, era obviamente uma boa opção.

Mas sejamos claros, queremos insistir em caminhos que objetivamente não temos condições financeiras para trilhar, nem tempo para executar, sem prejuízos maiores?

A construção de um novo aeroporto de raiz, nomeadamente no Campo de Tiro de Alcochete, além das questões relacionadas com a incapacidade de executar a obra no tempo em que o país dela necessita, coloca também questões de âmbito económicofinanceiro.

Os custos associados à execução dessa infraestrutura aeroportuária única, e no Campo de Tiro de Alcochete, em conjunto com a execução das acessibilidades, fariam chegar esta solução a um custo estimado de 7,1 MM€, considerando 4,4 MM€ referentes à infraestrutura aeroportuária e 2,7 MM€ para as acessibilidades ao novo aeroporto.

Face a isto, conclui-se, não estarem reunidas condições no plano da urgência e no plano económico-financeiro para se poder avançar, agora, com a construção de um único novo Aeroporto de Lisboa.

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Portanto Portela+1 constitui a solução aeroportuária mais viável de modo a suprir a necessidade de dar resposta ao aumento da procura, uma vez que os trabalhos podem avançar rapidamente, com um custo estimado de 592,5 M€ – 559 M€ para a infraestrutura aeroportuária e 32,5 M€ para o acesso rodoviário, considerando a solução base.

Foi com este enquadramento que foram estudadas as opções de Alverca, Sintra e a BA6 do Montijo tendo-se esta última apresentado como a única capaz de satisfazer o requisito de capacidade sem conflituar com o Aeroporto Humberto Delgado no que respeita à gestão do espaço aéreo.

Investimentos deste tipo são sempre, independentemente do local, geradores de impactos, bons ou menos bons, pelo que é fundamental saber se são tecnicamente minimizados e compensados, e é esse o objetivo do Estudo de Impacte Ambiental (EIA).

Neste quadro o EIA, aceite pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), constata uma premissa maior:

“Não estão identificados impactos negativos que sejam irreversíveis, não minimizáveis ou compensáveis.”

Assim, a construção do aeroporto na BA6 do Montijo tem todas as condições para ser um motor de desenvolvimento para a região e também para o Concelho do Seixal, na verdade a construção de um novo aeroporto na Península de Setúbal abre uma janela de oportunidade que, aliada a uma correta estratégia de desenvolvimento, pode reforçar o desenvolvimento do Concelho, razão pela qual o Partido Socialista (PS) do Seixal, o Partido Social Democrata (PSD) do Seixal e o Centro Democrata Social – Partido Popular (CDS-PP) se juntam na sua defesa.»


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