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Setúbal

PS propõe medidas de apoio para a covid-19, CDU acusa-os de demagogia e oportunismo

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A reunião pública da Câmara Municipal de Setúbal, de ontem, foi marcada pela rejeição da proposta do PS de apoios à população e ao setor empresarial para o primeiro semestre de 2021, face aos impactos da pandemia covid-19 na população, com sete votos contra da CDU e um voto a favor do PSD.

A proposta do PS pedia algumas medidas como a suspensão dos cortes de água nas empresas de restauração e movimentos associativos, a destacar, solicitava também as isenções da taxa de resíduos da fatura da água, bem como do pagamento de água dos movimentos associativos, das taxas de utilização da via pública na restauração, a par da isenção das rendas habitacionais sociais e o estabelecimento de um programa de apoio a associações e coletividades, entre outras.

Maria das Dores Meira considerou as “medidas demagógicas e populistas”, uma vez que “apresentar propostas que a Câmara Municipal de Setúbal já esta a desenvolver parece redundância”, completa o vereador Pedro Pina.

Pedro Pina vai ainda mais longe e diz que “as propostas têm de se inscrever num quadro de algum rigor” e no PS não “são capazes de assumir que algumas dessas matérias a CMS já estava a desenvolver”, e que “têm dificuldades em assumir que este executivo faz o que lhe compete”, adianta.

O executivo da CDU admite que “não precisamos de fazer bandeira, de vir para a rua dizer aquilo que as instituições sabem, pois têm recebido este mesmo apoio”, reforça Pedro Pina.

Carlos Rabaçal diz que esta proposta tem como único objetivo a visibilidade do PS: “Se o PS quer colocar no Facebook ou na comunicação social basta publicar, o PS sabe o impacto financeiro das medidas. A irresponsabilidade destas propostas é grave, e sem saber qual é o impacto é brincar com as pessoas. E as pessoas merecerem mais do PS do que um papel para pôr no Facebook”, afirma, completando que “estamos a fazer o que tem de ser feito com as pessoas” e que a proposta “é um jogo para a comunicação social.”

“O oportunismo é quando estamos a propor medidas para aparecerem na comunicação social”, ataca Manuel Pisco Lopes, considerando que “a vossa proposta é oportunista”, completa o vice-presidente, uma vez que “as medidas de isenção das taxas de apoio ao comércio e restauração, inclusive, durante sete meses e nos meses de novembro, já isentámos taxas de ocupação de espaços de venda de mercados” e “disponibilizámos medidas de apoio a economia”, esclarece a vereadora da CDU Eugénia Silveira e Silva

Rui Vieira do PSD uniu-se ao PS e diz que “devíamos estar num patamar onde todas as propostas da oposição deviam ser respeitadas”. Opinião partilhada por Paulo Lopes, vereador do PS: “Os senhores têm palas relativas às propostas da oposição, como o reconhecimento de uma incapacidade”

Fernando José, vereador do PS, admite que “em abril deste ano, os vereadores pediram para aplicar uma série de propostas e é verdade que algumas já estavam aplicadas”, mas é necessário ir mais longe, pois “aquilo que estamos a falar é de haver um enquadramento temporal”, uma vez que “os empresários não podem olhar para a frente sem saber o que contar”. E que apesar de muitas medidas já estarem em vigor é preciso serem “enquadradas no tempo”

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