Montijo

PS aprova Orçamento de 38 milhões de euros no Montijo e baixa IMI para 0,38%

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O Orçamento Municipal do Montijo, no valor de 38 milhões e 159 mil euros, foi hoje aprovado em reunião de Câmara no Montijo, com quatro votos favoráveis do executivo do PS, dois votos contra dos vereadores da CDU e uma abstenção do vereador do PSD/CDS-PP.

A discussão sobre o orçamento ocorreu depois de um longo debate de três horas acerca de queixas dos Bombeiros Voluntários do Montijo, conforme o Diário do Distrito já noticiou.

Na reunião foi também aprovada a descida do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) “que este ano se reduz de 0,40% para 0,38%, mantendo-se a aplicação do IMI Familiar, que significa uma redução de 20 euros para famílias com um filho; de 40 euros com dois filhos e de 70 euros para famílias com três filhos ou mais” explicou o presidente Nuno Canta, bem como a devolução de 1% na participação variável do IRS.

“A redução do IMI e a devolução do IRS significam uma redução de receita para a autarquia na ordem dos 400 mil euros, mas que assumimos para que os montijenses possam contar com mais dinheiro na carteira.”

No caso da Derrama, esta terá o valor de 1% sobre os lucros das empresas superiores a 150 mil euros, “e do qual ficam excluídos de pagar as micro, pequenas e médias empresas, como cafés, escritórios e salões de cabeleireira, entre outros”, segundo Nuno Canta.

Na sua essência o Orçamento, apresentado pelo presidente e pelos três vereadores consoante os seus pelouros, “acompanha o investimento e reabilitação com a qual o PS se comprometeu no seu caderno eleitoral, com a inclusão da Loja do Cidadão, a requalificação da rede escolar pública, a criação de espaços verdes e reabilitação da Quinta do Pocinho das Nascentes, a construção do novo Centro de Recolha de Animais errantes, o alargamento das piscinas municipais e da ciclovia do Caminho de Ferro, o realojamento social, a nova Academia Sénior de Sarilhos Grandes, sem esquecer o apoio ao movimento associativo e através deste a promoção de um melhor serviço para todos nas áreas da cultura e desporto.

Estamos também a cumprir aquilo a que nos comprometemos, através da diminuição de impostos e da dívida a médio e longo prazo, que é neste momento a mais baixa de sempre na história do concelho.”

Do lado da oposição, o vereador da CDU Carlos Almeida criticou o facto de que “se apresente tanto investimento no futuro e que a Câmara Municipal aceite os 23 pontos de descentralização das competências propostos pelo Governo, quando actualmente ainda não foi sequer resolvida a questão da recolha do lixo em condições.

Baseia-se o desenvolvimento no novo aeroporto, um terminal e com uma pressão imobiliária enorme, que irá tornar o concelho numa zona ainda mais periférica sob a mais fraca gestão autárquica de sempre, e quando em 22 ainda nem conseguiram concluir o Plano Director Municipal.”

Já o vereador do PSD/CDS-PP queixou-se de não ter tido tempo “para analisar um documento que me foi entregue 48 horas antes desta reunião. Também tenho vida profissional, mas este é mais um aspecto da falta democrática para com a oposição do PS local”.

Nuno Canta contestou as afirmações do vereador, referindo que “cumprimos todos os pressupostos legais, e todos os partidos com assento na Assembleia Municipal foram chamados a duas reuniões para debater o documento. Na primeira os eleitos do PSD/CDS-PP estiveram mas não o fizeram na segunda reunião nem apresentaram qualquer proposta ou iniciativa, sequer por escrito.”

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