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PS acusa CDU de perseguição a funcionários na Câmara Municipal do Seixal

Dois processos disciplinares que foram a votação na reunião camarária no Seixal, que decorreu esta quarta-feira, deram origem a uma troca de «galhardetes» entre os eleitos do PS e da CDU, com os primeiros a acusar o executivo camarário de “perseguição aos funcionários da autarquia por não alinharem na mesma cor política” segundo a vereadora Elisabete Adrião.

“Temos aqui a votação processos disciplinares por danos materiais e processos por danos morais. Mas temos também que na Câmara Municipal do Seixal há trabalhadores de primeira e outros de segunda, o que comprava a falácia do PCP sobre a defesa dos trabalhadores, com ataques aos que não sejam da sua cor e ideologia.”

A vereadora deu como exemplo o processo disciplinar “de que foi alvo o antigo vereador do Bloco Esquerda, Francisco Morais, por ter estado no exterior deste edifício, junto da entrada dos trabalhadores, a distribuir folhetos de informação para a constituição de uma Comissão Paritária.  

Mas como a CDU não lhe interessa que exista uma outra força opositora para defender os trabalhadores, não permitiu a formação desta Comissão e avançou com processos disciplinares contra o então vereador e outros três funcionários que o acompanharam.

Por outro lado, temos o caso de uma funcionária que, há três anos, usou meios electrónicos da Câmara Municipal para uma campanha difamatória contra os partidos da oposição, aquando do chumbo do Orçamento, e que o senhor presidente, na altura, garantiu ir averiguar, mas que até agora não disse mais nada.”

Elisabete Adrião lançou ainda outra acusação: “antes das eleições legislativas, uma funcionária camarária, que até coordena um departamento, andou a circular de secretaria em secretária a recolher assinaturas para apoio ao PCP.

Essa funcionária vai ser alvo de algum processo? Ou será mais um assunto esquecido?”

Ainda no âmbito das eleições legislativas, a vereadora socialista acusou a vereadora Maria João Macau (CDU) “de ter chamado a um gabinete os trabalhadores do seu departamento para apelar ao voto no seu partido”, o que a visada negou.

“Isso é falso. O que aconteceu foi termos recebido um pedido da CDU para os candidatos à Assembleia da República realizarem uma visita aos trabalhadores, que acompanhei, da mesma forma que se outra força política tivesse feito o mesmo pedido, teria sido atendido.

E foram esses candidatos, naturalmente, a fazer o apelo ao voto.”

É muito grave dizer que ando a recolher nomes para apoiar a CDU e que chamo ao meu gabinete as pessoas a apelar ao voto. Gostam de falar de coisas que não podem provar e só posso lamentar este tipo de política bastante baixa” frisou Maria João Macau.

Os eleitos do PS exigiram também explicações acerca da transferência de uma funcionária da autarquia “por a mesma ter integrado as listas do PS, colocando-a nos Serviços Operacionais da Cucena contra a sua vontade”, referiu Eduardo Rodrigues.

O vereador socialista considerou tratar-se “de uma perseguição a esta funcionária, que sempre manifestou o seu desagrado em ser transferida para a Cucena, quando é aqui nos serviços centrais que tem realizado desde sempre o seu trabalho. E não temos qualquer dúvida de que isso aconteceu por perseguição política.”

Em resposta, o vereador Joaquim Tavares (CDU) criticou “a forma depreciativa como os vereadores socialistas se referem aos Serviços Operacionais, um dos vários espaços dos serviços desta Câmara Municipal, e dos mais importantes. Quanto aos trabalhadores, todos são tratados da mesma forma e com o mesmo respeito.”

O presidente Joaquim Santos respondeu às acusações, garantindo que “não qualquer perseguição aos trabalhadores, até porque não lhes perguntamos qual a sua cor política”.


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