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Projeto de luxo pode arrasar dunas na Península de Tróia

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Sandra Ortega a mulher mais rica de Espanha acabou por comprar parte da Península de Tróia e já está a projetar para aquela região de Grândola um mega empreendimento turístico. Até aqui tudo bem, mas em causa estão as dunas de Tróia que vão ser arrasadas pelas máquinas para que possa surgir esse empreendimento.

A Península de Tróia, é um dos mais importantes habitats protegidos, mas o Estado português passou ao lado de tudo isso quando deixou aprovar um projeto ilegal do ponto de vista ecológico e ambiental. É o que mostra o Estudo de Impacte Ambiental que foi financiado pela própria promotora do projeto. A equipa de Ana Leal, do canal televisivo de Queluz, adianta que <<Estranhamente, o Estado deu luz verde ao projeto, apesar de reconhecer que viola as mais elementares normas do ambiente>>.

A conclusão do estudo é arrasadora e classifica o projeto com uma eliminação de habitats, mas mesmo assim a Comissão de Avaliação do estudo deu parecer favorável ao projeto que irá nascer na Península pelas mãos de Sandra Ortega, a dona da Zara.

Parecer esse que para além da Comissão também está assinado por outras entidades públicas como a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo, o Instituto de Conservação da Natureza, a Agência Portuguesa do Ambiente e até pela própria Câmara Municipal de Grândola.

Na Península de Tróia, um local que também está identificado como sendo um ponto de desaparecimento com a subida das águas nos próximos anos, vai nascer um hotel de cinco estrelas, três aldeamentos turísticos, 76 moradias, 128 unidades de alojamento e 584 camas no total de todo o projeto. Para além dos alojamentos, a empresária quer construir equipamento de desporto e de lazer, um parque de estacionamento para mais de 700 veículos. Construção essa que vai nascer em cima das dunas que são locais de preservação do litoral alentejano.


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