Profissionais de saúde obrigados à ‘lei da rolha’

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O Sindicato dos Médicos da Zona Sul (SMZS) tem vindo a denunciar uma série de decisões tomadas pelo presidente da ARS Alentejo (ARSA) na sequência da «sua gestão autocrática dos recursos humanos médicos» refere este organismo em comunicado.

«As manifestações de descontentamento dos profissionais em relação às decisões tomadas têm sido alvo de ataques por parte do Presidente da ARSA, que acusa os médicos de recusarem colaborar ‘voluntariamente’ nos cuidados aos doentes.

Estas alegações revelam falta de diálogo deste dirigente com os médicos e um profundo desconhecimento do que se passa no terreno, nomeadamente de que alguns dos médicos estão a trabalhar mais de 80 horas por semana.»

Outra acusação do SMZS vai para o facto de o Hospital de Évora ter criado uma «Task-Force» «que delibera que «os [médicos] Internos da Formação Específica irão colaborar com as enfermarias COVID criadas para combate a esta Pandemia», pretendendo, ilicitamente, substituir o Conselho Nacional do Internato Médico (CNIM), entidade que determina o programa de formação dos médicos internos.

Esta ‘colaboração’, que é imposta aos médicos internos, sobrepõe-se às suas atividades da Formação Específica, prejudicando a formação.»

Além disso o SMZS acusa também o Conselho de Administração do Hospital de Évora de pretender impor a lei da rolha, já tentada em 2014, pelo Ministério da Saúde de Paulo Macedo.

«Numa circular interna, o CA proíbe que os trabalhadores forneçam informações que ‘não sejam previamente autorizadas pelo Conselho de Administração’.

Esta lei da rolha visa criar um ambiente intimidatório entre os trabalhadores do Hospital de Évora, escamoteando as insuficiências por parte deste Hospital e ludibriando a população da realidade.»

O Diário do Distrito sabe também que esta medida está a ser tomada em outros hospitais, onde os profissionais de saúde tiveram até de retirar das redes sociais fotografias onde demonstravam o estado em que se encontravam após horas de trabalho.

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