Prisão preventiva para 8 detidos na Operação ‘Faroeste’ após desacatos em Paio Pires

Ficaram em prisão preventiva os 8 arguidos detidos na terça-feira pela Polícia Judiciária após uma investigação sobre o tiroteio que ocorreu na Aldeia de Paio Pires, após desacatos no restaurante Ponto Verde na mesma localidade, uns dias antes.

0
457
Tempo de Leitura: 1 minuto

Ficaram em prisão preventiva os 8 arguidos detidos na terça-feira pela Polícia Judiciária após uma investigação sobre o tiroteio que ocorreu na Aldeia de Paio Pires, após desacatos no restaurante Ponto Verde na mesma localidade, uns dias antes.

Os homens foram apresentados pelo Ministério Público, esta quarta-feira, a primeiro interrogatório judicial no Tribunal do Seixal indiciados pela prática dos crimes de ofensa à integridade física, ofensa à integridade física qualificada, detenção de arma proibida, dano simples, dano agravado e homicídio qualificado na forma tentada.

No relatório do Ministério Público é referido que «os arguidos são suspeitos de, na noite de 23 de agosto de 2019, no interior de um estabelecimento comercial de restauração de Paio Pires, terem agredido os funcionários que ali se encontravam, bem como terem arremessado garrafas, cadeiras e mesas, danificando-as e partindo o vidro do estabelecimento e causando vários outros prejuízos. Ainda antes de abandonarem o referido estabelecimento, um dos arguidos efetuou disparos para o ar com uma arma de fogo.

No seguimento destes acontecimentos, e como forma de retaliação, os arguidos, munidos de armas de fogo, ter-se-ão deslocado, na tarde de 27 de agosto de 2019, a um prédio localizado em Paio Pires, com o intuito de matar o proprietário do restaurante onde tinham ocorrido os desacatos.

Ali chegados, todos os arguidos terão efetuado vários disparos na direção do prédio, tendo atingido as janelas de vários apartamentos. Os moradores que se encontravam no interior, só não foram atingidos por motivos alheios à vontade dos arguidos.

Os disparos provocaram vários danos nas habitações, bem como numa viatura automóvel que se encontrava estacionada no local.

Após diligências de investigação que conduziram à identificação dos arguidos, foram emitidos pelo Ministério Público mandados de detenção.»

A investigação prossegue sob direção do Ministério Público do Seixal do DIAP da Comarca de Lisboa, com a coadjuvação da Polícia Judiciária de Setúbal e o inquérito encontra-se em segredo de justiça.

Um dos arguidos é conhecido como Lelito Pastor, sendo dirigente religioso numa Igreja Evangélica.

DEIXE UMA RESPOSTA

Insira o seu comentário
Nome