Prisão preventiva e apresentações periódicas para arguidos da ‘Operação Asilo’

Ouvidos em primeiro interrogatório judicial sete dos arguidos da Operação Asilo, a dois deles foi aplicada a medida de prisão preventiva e aos restantes a de apresentações periódicas.

DR - GNR
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No final de Março, a GNR deteve oito pessoas, seis homens e duas mulheres, por tráfico de droga, associação criminosa e branqueamento de capitais, durante a ‘Operação Asilo’ realizada em Lisboa, Porto e no Bairro do Asilo, no Monte da Caparica, Almada.

Na altura a GNR informava que «foi possível apurar que uma estrutura criminal bem organizada, hierarquizada e de elevada complexidade, sediada em Almada, com ligações a outros grupos de indivíduos fornecedores de estupefacientes da zona da Grande Lisboa, se dedicava exclusivamente ao tráfico de heroína e cocaína, usando métodos ardilosos, como a criação de empresas, que serviam para justificar e branquear as avultadas quantidades de dinheiro obtidas».

Agora foram ouvidos em primeiro interrogatório judicial sete dos arguidos indiciados pela prática de um crime de tráfico de estupefacientes, bem como de um crime de associação criminosa, e de crimes de branqueamento de capitais.

Após interrogatório, a juíza de Instrução decidiu aplicar a medida de coação de prisão preventiva a dois dos arguidos e os outros cinco ficaram sujeitos a apresentações periódicas no posto da área da sua residência, proibição de contactos com os demais, proibição de frequência de determinados locais, proibição de consumo de produto estupefaciente e proibição de deslocação para o estrangeiro.

No âmbito deste inquérito foram ainda constituídos mais quatro arguidos, os quais estão sujeitos a termo de identidade e residência.

Estes detidos são suspeitos de venderem heroína e cocaína, por si e por interposta pessoa, no Bairro do Asilo, Monte de Caparica.

No acórdão hoje publicado na página da Procuradoria, pode ler-se que «na atividade pelos mesmos desenvolvida, e para dificultar eventuais perseguições e vigilâncias policiais, frequentemente usavam veículos alugados ou trocavam de viaturas entre si, registando a transmissão da respetiva propriedade de uns para os outros ou para terceiros da sua confiança. Em causa estava uma atuação concertada, sendo que um dos arguidos constituídos tratava da importação e legalização dos veículos em Portugal.

Por forma a gerir as quantias monetárias e a justificar as quantias monetárias obtidas desta forma, conferindo-lhes uma proveniência licita, os arguidos que geriam a atividade ilícita antes descrita recorreriam a serviços especializados na área de contabilidade e de advocacia.»

A investigação prossegue sob direção do Ministério Público de Almada do DIAP da Comarca de Lisboa, com a coadjuvação da GNR.

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