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Primeiro-ministro admite proibição europeia na exportação de vacinas, mas só em último caso

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 O primeiro-ministro afirmou hoje que a União Europeia está disposta a usar “todas as armas” para impor reciprocidade no acesso às vacinas contra a covid-19, mas só em último caso recorrerá à proibição das exportações.

Esta posição foi transmitida por António Costa no final da reunião do Conselho Europeu, numa conferência de imprensa em que nunca se referiu diretamente ao Reino Unido na questão da controvérsia sobre acesso às vacinas e, em contrapartida, citou o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, em defesa da cooperação no combate à pandemia da covid-19.

Em matéria de vacinação, segundo o primeiro-ministro, a Comissão Europeia está a trabalhar para organizar à escala europeia um esforço adicional para aumentar a capacidade de produção.

“E tudo fará para forçar o cumprimento dos contratos assinados, recorrendo a todos os instrumentos, incluindo a proibição de exportações, se tal vier a ser necessário. Mas essa posição salvaguardará sempre as cadeias de fornecimento que são indispensáveis assegurar para o bom funcionamento da indústria, quer na Europa, quer no resto do mundo”, ressalvou António Costa logo a seguir.

Interrogado se um eventual bloqueio das exportações de vacinas por parte da União Europeia não colocará em causa a sua imagem no mundo, abrindo um grave litígio político com o Reino Unido, António Costa contrapôs que a União Europeia é o espaço económico que “mais aberto tem estado a exportar aquilo produz”.

“A Europa lidera o apoio à Covax, o mecanismo internacional que tem assegurado o fornecimento de vacinas aos países em desenvolvimento, em particular de África e da América do Sul”, apontou a título de exemplo.

De acordo com o primeiro-ministro, “quando a União Europeia diz que utilizará todas as armas, não diz que a primeira arma a utilizar será a do bloqueio das exportações”.

“As conclusões deste Conselho Europeu são bastante claras, apontando que é fundamental manter as cadeias de fornecimento de forma a não haver um bloqueio global”, frisou.

Ou seja, para António Costa, “é fundamental que a perspetiva seja positiva e construtiva de juntar de esforços e não de criar barreiras”.

“Armas são armas, mas o objetivo não é a guerra. Pelo contrário, queremos um trabalho pacífico de cooperação para aumentar a capacidade de resposta perante um desafio comum, que é esta pandemia”, reforçou.

Em relação à atual situação sanitária provocada pela pandemia da covid-19, António Costa disse que continua preocupante, sobretudo em países que estão agora a enfrentar o impacto da terceira vaga.

Além da questão sanitária resultante da pandemia, António Costa referiu-se de forma breve à questão económica da União Europeia.

Um ponto em que destacou as intervenções dos presidentes do Eurogrupo e do Banco Central Europeu (BCE), que, na sua perspetiva, salientaram “a necessidade de se prosseguir em 2022 a suspensão das regras do Pacto de Estabilidade e Crescimento e a importância de ser acelerada a aplicação dos Planos de Recuperação e Resiliência (PRR)”.

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