Presidente da República inaugura edifício Impresa

Inauguração da nova casa da SIC e do Expresso aconteceu na tarde desta quarta-feira.

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JAC | Diário Imagem
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Pouco depois das 17h15, chegava Marcelo Rebelo de Sousa a Paço de Arcos para inaugurar o complexo do universo Impresa, que abriga as diferentes valências da SIC e do jornal Expresso.

Antes do Chefe de Estado, chegara ao local o antigo Presidente da República, António Ramalho Eanes e a sua mulher, Manuela Eanes. A receber os convidados estava Francisco Pinto Balsemão e outros responsáveis do Grupo.

Ainda a subir as escadas exteriores, a reação de Marcelo é de espanto. Olhando para cima, exclamou “Isto é enorme!”, recebendo a resposta de imediato: “Ainda não viu nada, senhor Presidente!”. De facto, ainda havia muito para ver e recordar.

O Presidente da República esteve ligado ao semanário Expresso desde a sua fundação, em 1973. Foi jornalista deste jornal e acionista minoritário da editora Sojornal. Assim, foi “com nostalgia”, segundo as palavras do próprio Marcelo Rebelo de Sousa, que regressou a esta casa, onde encontrou antigos colegas e amigos.

Depois de uma visita à redações da SIC, SIC Notícias e do Expresso, foi a vez de Marcelo conhecer o estúdio de onde partem as emissões do Primeiro Jornal e do Jornal da Noite e, de seguida, o estúdio das emissões da SIC Notícias, onde esteve em direto para o canal.

Ao passar na editoria de Política, Marcelo disse que “um jornalista tem de ser uma pedra no sapato dos políticos, senão não é bom jornalista”.

Na entrada do edifício, tiveram lugar os discursos de Francisco Pinto Balsemão e do Presidente da República. O presidente do Grupo Impresa focou as suas palavras nas chamadas Fake News, um fenómeno “grave, tanto pela quantidade de pessoas atingidas, como pela velocidade de propagação”. Para o empresário, isto representa um “perigo para a democracia”, bem como a “feira das vaidades das redes sociais”.

Marcelo Rebelo de Sousa, no seu discurso, quis salientar três palavras sobre a vida do Grupo Impresa: saudade, alegria e gratidão. Saudade pela “aventura que é impossível não recordar”, bem como a “influência que o projeto viria a ter na sociedade”.

Para o Presidente, é uma alegria ter iniciado um projeto “determinante num período difícil” para o país, marcado pela censura. Marcelo destacou o papel deste projeto no processo pré e pós-revolução de abril, tendo-se “convertido numa realidade maior, aqui presente hoje”.

Por fim, o Chefe de Estado falou sobre a gratidão relativa à “ousadia” do Grupo, num “momento complexo para a Comunicação Social”. Esta ousadia, para Marcelo, é um “bom sinal de democracia” e um “sinal de coragem. O Presidente da República deve agradecer em nome de Portugal”.

Depois de dois momentos musicais, com Boss AC e Carminho, o DJ e locutor de rádio André Henriques animou este espaço que é, desde o passado dia 27 de janeiro, a casa do Universo SIC, depois de mais de 26 anos em antena a partir de Carnaxide.

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