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PR distribuiu centenas de refeições a famílias carenciadas e sem-abrigo do Porto

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Participando “num apoio diário que chega às 500 refeições”, quando antes da pandemia era de “poucas centenas”, Marcelo Rebelo de Sousa disse no final que no período em que auxiliou no serviço de voluntariado foram distribuídas “320 ou 330” refeições, período durante o qual teve o apoio do bispo do Porto, Manuel Linda.

“Encontrámos aqui muita gente nova, muitas famílias e também é fácil de ver que encontramos muitos estrangeiros e muita gente que se sente um pouco menos à vontade porque é a primeira experiência que tem na sua vida de apoio alimentar como este”, disse o chefe de Estado.

Para o Presidente da República, este “é o retrato do que é a crise económica e social em Portugal, o retrato do que foi a queda a pique de algumas famílias, de como apanhou os jovens, trabalhadores da construção civil, camionistas, gente dos carrosséis, gente que tinha atividades relativamente estáveis e que de repente se viu privada dessa atividade”.

“Vim aqui simbolicamente durante uma hora, hora e meia colaborar, mas percebo bem o que isto é pois fui voluntário noutros tempos, antes e depois do 25 de abril. Compreendo perfeitamente a importância do voluntariado militante em causas como esta”, elogiou Marcelo Rebelo de Sousa.

Antecipando-se ao anúncio da ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, previsto para mais logo, o chefe de Estado elogiou o facto de “nos últimos dias ter sido possível avançar do ponto de vista administrativo para uma iniciativa que é crucial para os sem-abrigo, a habitação”.

“Há municípios que estão a fazer isso. O Estado compromete-se a fazer isso. São umas centenas de fogos. Tudo somado serão umas largas centenas de fogos. O que nós desejamos agora é que se desenvolvam rapidamente e que as casas venham a ser construídas porque o número de sem-abrigo aumentou e o facto de ter aumentado significa que em muitos casos aumentou a necessidade de habitação”, acrescentou.

Manifestado o desejo de que a crise não seja longa, o Presidente expressou o desejo comum de que a “Europa tome decisões nos dias 17 e 18 de junho que permitam corresponder à gravidade da crise”.

“Todos nós desejamos que seja possível, com as medidas tomadas e outras a tomar, limitar o desemprego e ajudar ao arranque da atividade económica”, acrescentou Marcelo Rebelo de Sousa, admitindo a dúvida de “saber se [a crise] é brutal por um ano, dois anos, três anos, mais de três anos, quanto tempo demorará essa crise”.

Sobre os seus efeitos, disse que “vão sofrer as classes médias que deixam de o ser, vão sofrer os que estão em risco de pobreza que passam a situação de pobreza e vão sofrer os que estão em situação de pobreza que ficam numa pobreza mais profunda”.

Por isso, enfatizou, “tudo o que seja possível fazer no plano interno – e é um esforço coletivo -, pelo Estado, autarquias, cidadãos, sociedade civil e pelas empresas terá de ser feito e é para ser feito durante muito tempo, não é uma coisa para semanas ou para poucos meses, mas para anos”.

 

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