Portugueses preparam cesta para quarentena com alimentação e produtos para animais no topo

A terceira edição do Barómetro semanal da Nielsen sobre o impacto da pandemia Covid-19 no consumo apresenta dados relativos à procura por parte dos portugueses no comércio, após a declaração do Estado de Emergência e ao encerramento das escolas.

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A terceira edição do Barómetro semanal da Nielsen sobre o impacto da pandemia Covid-19 no consumo apresenta dados relativos à procura por parte dos portugueses no comércio, após a declaração do Estado de Emergência e ao encerramento das escolas.

Isto levou a que as famílias permanecessem em casa e a uma consequente desaceleração das vendas.

O crescimento na semana 12 (16 a 22 de março de 2020) face ao período homólogo é de 7%, um desacelaramento considerável comparativamente à semana anterior (+65%).

Portugal não foi caso único neste desaceleramento, sendo esta uma tendência visível noutros países, nomeadamente em Espanha.

Com a declaração do Estado de Emergência em Portugal, impondo saídas restritas à rua, o consumo dos portugueses tornou-se mais económico e racional.

Nos dados publicados pelo estudo, pode verificar-se que a alimentação e os produtos para animais aumentaram as vendas que mais cresceram, a par com a higiene pessoal e do lar, bem como produtos frescos. Em descida estiveram as bebidas, produtos não alimentares e o take away/cafetaria.

Relativamente à distribuição geográfica, a Guarda registou o maior aumento de vendas, e Coimbra foi o concelho cuja média de vendas foi a mais baixa. O distrito de Setúbal registou um aumento de 9 por cento da procura de hipers e supermercados.

Como explica Marta Teotónio Pereira, Client Consultant Senior da Nielsen, esta é uma realidade «que poderá também vir a ser impactada pela evolução das condições financeiras dos portugueses.

Depois de passada esta fase em que os portugueses prepararam a vida para a quarentena, é natural que procurem agora tornar a vida em casa mais suportável. Haverá por isso alguns produtos menos essenciais que podem vir a apresentar crescimentos, como por exemplo algumas categorias de bebidas.

Até mesmo alguns produtos de beleza poderão ter também um lugar de maior destaque em casa, nesta fase em que não podemos sair (ex: idas ao cabeleireiro).  A evolução da composição da cesta de quarentena tem, portanto, uma parte experiencial e outra emocional e há aqui uma oportunidade para fabricantes e retalhistas atingirem vendas incrementais.»

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