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Portugal assinala Dia da Memória das Vítimas da Inquisição

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O Dia da Memória das Vítimas da Inquisição é evocado hoje, pela primeira vez, lembrando os cerca de 45.000 processos deste organismo político-religioso em Portugal.

O Dia da Memória das Vítimas da Inquisição vai ser evocado anualmente e foi aprovado no ano passado, por unanimidade, pela Assembleia da República como “um resgate da memória das várias vítimas da Inquisição, desde os judeus a seguidores de outros credos, ou até maçónicos e homossexuais, entre outros cidadãos”, segundo declarações do historiador Jorge Martins á agência Lusa.

A iniciativa partiu de um grupo de cidadãos que remeteu à Assembleia da República uma petição para que fossem lembradas as vítimas da Inquisição em Portugal e erigido um memorial em Lisboa, no Rossio, em frente ao atual Teatro Nacional D. Maria II.

Neste local estava a sede da Inquisição e era onde habitualmente se realizavam os autos de fé para os judeus, muçulmanos, protestantes, ateus, pagãos, homossexuais, feiticeiras, bígamos.

A Inquisição Portuguesa foi instalada em 1536, a pedido do rei D. João III, e encerrada oficialmente no ano de 1821. A data escolhida pelo governo português foi o dia 31 de março, por ser o dia do decreto de 1821.

Estima-se que pelo menos 30 mil pessoas tenham sido mortas durante este período.

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