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Porta voz da candidatura de Tiago Mayan comenta abstenção

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O porta voz da candidatura de Tiago Mayan, Rodrigo Saraiva, afirmou hoje que as previsões de abstenção são um “bom sinal” e significam que “não se confirma o afastamento, alheamento e ausência” dos portugueses neste ato eleitoral.

“Se, no final da noite, se confirmarem estes dados de participação dos portugueses, significa, em primeira instância, que não se confirma o afastamento, alheamento, ausência dos portugueses neste ato eleitoral”, afirmou, na sede de campanha improvisada, num restaurante do Porto.

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Não obstante, acrescentou: “Sempre que existir um português que não esteve motivado para ir votar, sempre que existir um português que foi impedido de ir votar e, nestas eleições vimos em diversas situações portugueses que não puderam exercer o seu direito de voto, todos devemos estar preocupados”.

A taxa de abstenção nas eleições presidenciais de hoje deverá ficar entre os 50 por cento e os 60 por cento, de acordo com as previsões avançadas às 19:00 pelas televisões.

A sondagem da Universidade Católica para a RTP dá uma taxa de abstenção entre os 50% e os 55%, enquanto a projeção da TVI antecipa uma taxa de abstenção entre os 54,5% e os 58,5%.

As previsões do ISCTE-ICS para a SIC apontam para um intervalo entre os 56% e os 60% e a projeção da CMTV antecipa números entre os 54% a 58%.

E, se no final da noite, se confirmarem estes valores, Rodrigo Saraiva frisou que “não deixa de ser um bom sinal” e que os “portugueses participaram, cumprindo as regras”, referindo às medidas de segurança impostas para travar a pandemia de covid-19.

“Temos de viver com a realidade e com os factos e, no fim da noite, vamos confirmar que os portugueses não estão assim tão afastados, mas enquanto existir alguém que se sente afastado ou impedido de votar temos todos de estar preocupados e cada um de nós fazer a nossa parte para que a democracia seja defendida”, sublinhou.

Na sala do segundo andar do restaurante BH, na Foz do Douro, transformada em quartel-general da candidatura de Tiago Mayan Gonçalves, estavam pelas 19:45 cerca de 20 jornalistas e alguns elementos do ‘staff’ da equipa do candidato apoiado pela Iniciativa Liberal (IL).

O ambiente era calmo e o número de apoiantes presentes no local está condicionado pela pandemia de covid-19, que marcou também toda a campanha eleitoral.

O presidente da IL, João Cotrim Figueiredo, foi um dos primeiros a chegar ao espaço, pelas 17:30, onde permaneceu cerca de meia hora para, depois, ir acompanhar Tiago Mayan Gonçalves.

Para a décima eleição do Presidente da República, desde a instauração da democracia em 25 de Abril de 1974, estavam inscritos 10.865.010 eleitores, mais 1.208.536 do que no sufrágio anterior, em 2016.

Foram sete os candidatos ao Palácio de Belém: Além do atual Presidente e recandidato, Marcelo Rebelo de Sousa, apoiado pelo PSD e CDS-PP, Marisa Matias (apoiada pelo Bloco de Esquerda), Tiago Mayan Gonçalves (Iniciativa Liberal), André Ventura (Chega), Vitorino Silva, mais conhecido por Tino de Rans, João Ferreira (PCP e PEV) e antiga eurodeputada do PS Ana Gomes (PAN e Livre).

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