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Pinhal Novo | “Qualquer dia, o teto da minha casa cai-me em cima!”

Estas são algumas das palavras de desespero de Laura Caldeira, que vê a sua casa degradar-se, com humidades e sobretudo água que cai insistentemente do andar acima de si.

O caso tem vindo a acontecer na zona da Sul Ponte, na freguesia de Pinhal Novo, e é uma situação já não é só de agora: começou há cerca de 8-9 anos, quando Laura Caldeira que mora no R/C, se queixou que viriam águas e humidades da sua vizinha do 1º andar, provenientes duma zona de banheira transformada em poliban, e que daria para a cozinha de Laura. Na altura, a inquilina do 1º andar, fez saber que essas humidades não seriam de sua casa, o que aliás contínua a alegar.

A “lesada” recorreu aos Julgados de Paz em Palmela, foram chamados peritos ao local e Laura Caldeira acabou por accionar a sua seguradora. Chegaram a ser feitas algumas obras e retificações no imóvel do 1º andar. A sua casa ficou como nova, a cozinha recuperada, inclusivé com móveis novos, já que os anteriores chegaram a cair por causa da força das águas que vinham do teto.

Desde há dois anos, Laura Caldeira vive um “autêntico pesadelo”!

As águas voltaram a cair insistentemente, e as humidades tomaram conta do espaço. Ao Diário do Distrito, Laura Caldeira disse ter “recorrido ao tribunal, para conseguir intentar algum tipo de obrigação à vizinha de cima”, uma vez que “contínua a alegar que este problema não vem de sua casa, e nem permite que alguém possa ir conferir o que se poderá passar ali”.

O processo acabou mesmo por avançar para o Tribunal de Setúbal, que “condenou” a inquilina do 1º andar: o Diário do Distrito teve acesso à sentença que numa primeira instância, decretou 20 dias para a senhora do 1º andar fazer as obras necessárias ao bem-estar da pessoa lesada. Passados 20 dias, foram dados outros 20, com o mesmo propósito, mas nada foi feito.

Laura Caldeira explica que numa nova ação, tornou a recorrer ao tribunal, “que contínua a dar a inquilina do 1º andar como culpada”. Segundo consta “a pessoa em questão contínua a não facilitar o processo, e mantém a sua palavra em como o problema das águas não vem de sua casa”. No Tribunal de Setúbal, esta pessoa acabou por ser “incumbida” de uma multa no valor de 50 euros por dia, a Laura Caldeira, por danos morais e sobretudo pela degradação que a sua casa está a sofrer. Laura Caldeira afirma que nunca recebeu qualquer valor, e nem percebe o que pode fazer, e a quem recorrer…

“A casa está inabitável…”

Há cerca de um mês, as águas começaram a cair com tanta intensidade, que a casa ficou completamente alagada: está à vista todo o betume do teto onde há rachas e manchas, a sanca que circunda a cozinha e sala está descolada, e as portas dos móveis da cozinha estão completamente empenadas. Igual situação começou a acontecer também na casa de banho, que Laura já nem usa, e onde tem medo de acender a luz por um possível curto circuito.

Neste autêntico filme, a Laura começou a embalar as suas coisas para tentar proteger e cuidar do máximo de pertences possíveis, e num autêntico desespero, esta pinhalnovense já nem consegue sequer dormir em casa, até porque o constante “pingue-pingue não traz qualquer calmaria”.

No auge desta “tempestade” chegaram a ser partilhadas no Facebook fotografias e vídeos, do estado em que se encontrava a cozinha desta cidadã. Na altura, a situação despoltou alguma indignação junto das pessoas, mas na verdade, nenhuma possível resolução apareceu.

Neste momento, e perante tantas reclamações de Laura Caldeira junto da Câmara Municipal de Palmela, a água na sua vizinha de cima foi cortada. As águas pararam de pingar, mas ficou a humidade que domina praticamente todo o teto e paredes.

Laura vai dormindo ora na casa dos pais, ora na casa da filha, e salienta com tristeza que “paga uma casa que não tem, e que tem procurado ajudas em todos os lados, e as portas só se fecham… passam a bola de uns para os outros, e nenhuma entidade se preocupa com a minha segurança, e até da casa porque não sei até que ponto isto poderá cair…”

A ganhar o salário mínimo, Laura tem que procurar uma casa arrendada se quiser refazer a sua vida, e não estar sempre dependente da família. “Procurar uma casa, ter um preço acessível, e manter a minha sanidade mental é quase uma tarefa impossível”, salienta… e remata dizendo: “será que niguém poder fazer nada? Tem que haver alguém que meta a mão neste pesadelo… isto é uma tremenda injustiça!!!”

          

Acrescentar ainda que, obviamente o Diário do Distrito tentou chegar à fala com a pessoa acusada. No dia em que estivemos no local, batemos à porta e ninguém atendeu. Voltámos ao local uma segunda e terceira vez, e nunca tivemos um sinal de que a pessoa do 1º andar falasse connosco.



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