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Pico da terceira vaga em Portugal foi atingido a 29 de janeiro

O pico da terceira vaga da epidemia de covid-19 foi atingido em Portugal a 29 de janeiro com 1.669 casos cumulativos a 14 dias por 100 mil habitantes.

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O pico da terceira vaga da epidemia de covid-19 foi atingido em Portugal a 29 de janeiro com 1.669 casos cumulativos a 14 dias por 100 mil habitantes, com uma “tendência decrescente”, disse hoje André Peralta, da DGS.

Na abertura da reunião do Infarmed, que reúne especialistas, o Presidente da República, o primeiro-ministro, a ministra da Saúde e partidos, André Peralta fez o retrato da situação epidemiológica no país, afirmando que “à data de hoje a situação é mais favorável”.

Segundo o especialista, a terceira vaga teve o pico a 29 de janeiro e tem tido uma variação semanal de menos 24%, adiantou diretor de Serviços de Informação e Análise da Direção-Geral da Saúde (DGS), durante a reunião no Infarmed, em Lisboa.

“A região de Lisboa e Vale do Tejo tem, na maioria dos municípios, uma incidência de mais de 960 casos por 100 mil habitantes e em alguns concelhos superior a 1920. À data de hoje a situação é mais favorável”, afirmou o especialista da DGS.

Salientou ainda que “há uma progressão da proporção de casos confirmados com a nova variante” associada ao Reino Unido, que tem “maior foco” na região de Lisboa e Vale do Tejo.

Contudo, afirmou, “este nível de confinamento parece suficiente para inverter a tendência mesmo nas áreas onde há maior prevalência da variante inglesa”.

“No início de janeiro a epidemia estava em franco crescimento e à medida que nos aproximamos do final de janeiro” começa a haver um decréscimo da incidência por todo o país, à exceção da Região Autónoma da Madeira, adiantou André Peralta.

Relativamente às faixas etárias, o investigador afirmou que há uma “tendência decrescente” em todas as idades e é generalizado pelo território.

As faixas etárias acima dos 60 anos são as que geram “maior preocupação” em termos de hospitalização e de mortalidade.

“O panorama é de um grande aumento da faixa etária mais vulnerável dos 80 e mais anos, que atingiu incidências realmente muito elevadas, e uma manutenção do comportamento das duas faixas etárias 60, 70 e 70, 80 que são tradicionalmente em termos de faixas etárias as mais protegidas em comparação com todas as faixas etárias”, explicou.

André Peralta adiantou que o comportamento da faixa etária dos 80 e mais anos ajuda a explicar a pressão sobre os sistemas de saúde.

Segundo o especialista, as hospitalizações em Unidades de Cuidados Intensivos e as hospitalizações totais já apresentam uma indicação da formação de um pico, “mas ainda sem tendência claramente definida”.

Relativamente à mortalidade, afirmou que se observou “um aumento bastante expressivo durante o mês de janeiro”, quase três vezes em relação ao pico de dezembro, mas já com a formação clara de um pico na primeira semana de fevereiro.

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Nas hospitalizações, houve um crescimento no mês de janeiro ao se atingir máximos históricos, assim como em termos de mortalidade, mas já com a inversão a tendência.

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