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PEV diz que “não se percebe a opção” do alcatrão na Fonte da Telha

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“Esta obra vem interferir na proteção ambiental, da natureza e da orla costeira”, disse Mariana Silva, deputada do PEV, depois de uma visita à obra da Fonte da Telha, onde o Diário do Distrito esteve presente. A deputada ergueu a tarja “Alcatrão na Fonte da Telha não! As dunas querem respirar”, e esteve também acompanhada na visita por dirigentes e ativistas do PEV, pelo Vereador da CDU na Câmara Municipal de Almada e por eleitos na Assembleia Municipal de Almada.

“Não percebemos de todo porque é que a opção foi esta, derivada do petróleo. Além disso, a solução passava ainda pelo ordenamento do trânsito e do estacionamento, mas como acabámos de ver, não há qualquer ordenamento, estando esta zona sobrecarregada de carros”, refere Mariana Silva, acrescentando que “haviam outras possibilidades, como o empedrado [que se verifica na zona norte da praia], sendo este ambientalmente mais respeitador. Em pleno 2020, a opção que foi tomada não é a correta e vai ser prejudicial para o futuro da praia”.

O Diário do Distrito questionou sobre a pressão na duna primária dos parques de campismo da Costa da Caparica, ao que a deputada respondeu que “as construções foram sendo feitas”, mas que “os verdes não podem permitir que se continue a perpetuar alguns erros de proteção à natureza”. O PEV deixou também críticas ao Governo e ao Ministro do Ambiente. “Queremos perceber de que forma é que a obra foi fiscalizada. Já pedimos ao Ministro do Ambiente para nos explicar, mas a pergunta não foi respondida e não sabemos porquê”.

No entanto, o Mariana Silva garante que “numa próxima oportunidade com o ministro”, que foi chamado à Assembleia da República para responder sobre a obra, “o PEV vai novamente fazer a questão”.

A deputada considera que “era possível tornar o acesso mais fácil com outro material que pudesse proteger a arriba, a duna e a praia”, relembrando o que foi dito nas campanhas, onde “todos os partidos quiseram proteger o ambiente, mas o que acontece aqui é que a prática não acompanha o discurso. É o que vemos neste governo”, atirou Mariana Silva, criticando duramente “o típico discurso de que Portugal está na linha da frente na minimização das alterações climáticas, mas que depois na pratica acontecem estes erros primários, e não se percebe de quem é a responsabilidade”.

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