Santiago do Cacém

Petição não quer central solar em Santiago do Cacém

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Os moradores da freguesia de São Domingos e Vale de Água, concelho de Santiago do Cacém, estão contra a possibilidade da instalação de uma central solar com uma área de 1260 hectares e numa petição dizem «Não!» a este projecto.

Foi criada a petição online, que já ultrapassou as 1200 assinaturas, e está a correr outra em papel para quem não tem acesso à  internet.

A petição pretende ser enviada para a Agência Portuguesa do Ambiente e Câmara Municipal de Santiago do Cacém, e explica que até ao dia 18 de Março decorreu a consulta pública (Participa.pt) promovida pela Agência Portuguesa do Ambiente sobre o projecto, mas alegam os moradores que «por desconhecimento da população muitos não foram a tempo de participar».

Segundo os peticionários, a Agência Portuguesa do Ambiente comunicou à Câmara Municipal de Santiago do Cacém, à CCDR do Alentejo e à Junta de Freguesia de São Domingos e Vale de Água, no entanto a informação não chegou, como deveria, às populações.

Acresce ainda o facto  de decorrer em pleno confinamento impedindo-os assim que a informação  lhes chegasse através  de amigos, vizinhos ou familiares. Estamos perante uma situação  de claro aproveitamento  das circunstâncias para que tudo se passe à  revelia das populações.»

«São conhecidos os efeitos negativos de instalações  solares de menores dimensões: artificializacão da paisagem, extinção de fauna e flora endémicas, redução do sequestro de co2 por abate de árvores e/ou morte destas por alterações  climáticas  da zona, possível contaminação  dos solos e aquíferos por metais pesados em caso de deterioração/destruição dos painéis» refere o texto da petição.

«Este megaprojecto é de uma central solar, na qual pretendem instalar 2 milhões e 200 000 painéis fotovoltaicos e um número desconhecido de baterias Tesla, numa área de 1260 hectares, em zonas classificadas REN e RAN.

O projecto tem sido mantido no “segredo dos deuses” para que não haja oposição ao mesmo.

A alteração do meio irá afectar e talvez levar à extinção inúmeras espécies endémicas, quer da flora quer da fauna.

A alteração paisagística terá como consequência imediata um desconforto difícil de avaliar e irá afectar a saúde mental de uma população envelhecida e esquecida, que preza e valoriza o ambiente envolvente tal como sempre o conheceu.»

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