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Pergunta sobre ‘género’ em inquérito da EMEL gera polémica nas redes sociais

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A EMEL lançou um Inquérito aos Hábitos de Mobilidade em Lisboa, integrado no projeto de investigação TInnGO, para saber quais as razões e motivações que levam as pessoas a utilizar os diferentes meios de transporte, tendo especial enfoque no uso da bicicleta.

As respostas ao Inquérito aos Hábitos de Mobilidade em Lisboa servirão de suporte ao Plano de Ação de Género e Diversidade (GaDAP), que incluirá linhas de ação que permitam a bicicleta ser sentida como um meio de transporte seguro, confiável e eficiente, aumentando, assim, a sua competitividade e fomentando em simultâneo o seu uso através de uma maior igualdade de acesso.»

No entanto a primeira questão do inquérito está a causar polémica nas redes sociais.

«1.Qual é o seu género? – (Cisgénero: quando o sexo atribuído à nascença coincide com a identidade de género; Transgénero: quando o sexo atribuído à nascença não coincide com a identidade de género)».

A partilha da imagem e os comentários não se fizeram esperar, com muitos dos inquiridos a afirmarem que «assim que vi a primeira pergunta, fechei o inquérito», e outros a considerarem que «Só podem estar a brincar!!!».

«Questão pretende obter dados sobre factores de desigualdade»

Ao Diário do Distrito a EMEL explicou que «a decisão de desagregar as opções de resposta, para além das opções clássicas Homem/Mulher, resulta da abordagem adotada por todos os parceiros no projeto, e visa a promoção de recolha de dados mais finos que permitam identificar eventuais fatores de desigualdade no acesso e uso dos diferentes modos de transporte e analisar perceções, dificuldades e receios na sua utilização, para compreender quais são as barreiras colocadas».

Segundo a EMEL «a tipologia de pergunta segue as tendências atuais da generalidade dos inquéritos no domínio da igualdade e diversidade, bem como as recomendações de diversos organismos europeus dedicados à temática, nomeadamente do Grupo de Alto Nível sobre Não Discriminação, Igualdade e Diversidade, da Comissão Europeia» e adianta que «o questionário contou, ainda, com a apreciação favorável da Comissão para a Igualdade de Género (CIG), que atestou a adequabilidade da redação das questões e suas opções de resposta face aos objetivos do inquérito».

A EMEL refere ainda que «até à data (apenas 48 horas após lançamento do inquérito), recebemos mais de 400 respostas e 80 inscrições para entrevista individual».

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