Perde custódia do filho e vai fazer greve de fome na Assembleia da República

"Ainda não fui notificada oficialmente de que tenho que entregar o meu filho, mas sei que isso vai acontecer, vão obrigar-me a dar a criança".

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“Vou fazer uma greve de fome na Assembleia da República. Vou amarrar-me ali porque é assim que eu me sinto”, contou Marta (nome fictício) ao Diário do Distrito, a mesma vítima que revelou um caso de violência doméstica ao nosso jornal, e que sofreu de maus tratos pelas mãos do ex-companheiro, assim como o seu filho.

“Ainda não fui notificada oficialmente de que tenho que entregar o meu filho, mas sei que isso vai acontecer, tenho a certeza de que vão obrigar-me a dar a criança”. Neste momento a custódia é partilhada, e Marta refere que “o tribunal de família continua surdo. Há provas dos maus tratos do pai contra o meu filho, bem como relatórios da medicina legal na secção do DIAP”.

Marta também foi vítima de violência doméstica pelo mesmo agressor, e afirma que tem “acesso aos relatórios do Hospital Garcia de Orta enviados para o tribunal sobre as agressões à criança”, mas que mesmo assim, a “procuradora de família diz que só há indícios de maus tratos, nada concreto”. A mãe da criança revela ainda que o filho “apanhou COVID-19 porque o pai nunca respeitou o estado de emergência, e andou sempre de um lado para o outro”.

Marta conta que o menino estava com sintomas desde o dia 6 de julho, mas o pai negou-se a marcar o teste, pois dizia que “era só uma gripe”. Só no dia 16 é que fez o teste, e deu positivo. “Demonstrou sempre sintomas, e ainda por cima é asmático. Tive que ir várias vezes com ele ao hospital”, referiu. No entanto, apesar de todos estes factos, Marta está segura de que o seu filho vai ser entregue ao agressor, e vai mesmo avançar para a greve de fome às portas da Assembleia da República.

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