AtualidadeEconomia

Pedidos de subsídios de emprego atingiram recorde de 15 anos

publicidade

Os pedidos de subsídio de emprego atingiram entre abril e junho um recorde de 15 anos, com quase 48 mil beneficiários inscritos nos centros de emprego, um dos resultados económicos da pandemia de covid19.

Os distritos com maiores subidas foram Faro e Viana do Castelo, segundo uma análise do Jornal de Notícias/Dinheiro Vivo.

Os centros do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) registaram, no segundo trimestre, mais 47.886 beneficiários de prestações de desemprego, naquele que é o segundo maior aumento trimestral (face aos primeiros três meses do ano) das séries oficiais que remontam ao início de 2000. Será necessário recuar 15 anos para assistir a uma subida maior.

No distrito mais a sul do país, Faro, o número de pessoas apoiadas com prestações de desemprego triplicou, tendo sido registada uma subida de 200% no final de junho face a igual período de 2019, reflexo direto da paragem no turismo. Já na região de Viana do Castelo, o aumento foi de 82%.

Em termos trimestrais, os jovens são claramente os mais penalizados pelo desemprego. Metade (50,2%) do aumento no número de beneficiários desempregados está concentrado nas idades dos 20 aos 34 anos.

A maior subida no universo de pessoas apoiadas aconteceu no terceiro trimestre de 2005 (mais 55,5 mil casos) quando as regras de acesso aos subsídios ainda eram muito generosas, tendo o Governo de Sócrates anunciado nessa altura que iria apertar os critérios.

O agravamento do desemprego ainda não surge nos dados oficiais do Instituto Nacional de Estatística (INE) relativos ao segundo trimestre, mas o Ministério do Trabalho e da Segurança Social (MTSSS) mostra de forma inequívoca a brutal degradação que está em curso no mercado de trabalho, sendo os cálculos do JN/Dinheiro Vivo a partir das séries históricas do MTSSS com o número de beneficiários de subsídios de desemprego e outros apoios.

Os serviços da Segurança Social também informam que no final de junho havia 221,7 mil pessoas a receber subsídios de desemprego.

A consultora EY estima que, caso haja uma segunda vaga da pandemia de covid-19 em Portugal, a taxa de desemprego no país possa atingir os 17,6% no final do ano. A OCDE apontou para 11,1% em 2020.

Já o Banco de Portugal prevê que a taxa de desemprego seja de 10,1% em 2020, diminuindo para 8,9% em 2021.

Ler mais

Artigos Relacionados

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Botão Voltar ao Topo

Permita anúncios

Detetámos que utiliza um bloqueador de anúncios.
Apoie o jornalismo sério e considere desativá-lo para o nosso site.
Saiba como desactivar: carregue aqui