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PCP vai reforçar organização de células e «garantir êxito da Festa do Avante!»

Prestes a celebrar 100 anos de existência o PCP anuncia o reforço da sua organização e garante a realização da Festa do Avante!

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Numa altura em que o Partido Comunista Português prepara as comemorações do seu centenário, o partido anuncia que irá «reforçar a sua organização com a definição de 100 novos responsáveis de célula e a criação de 100 novas células, preparar as próximas eleições para Presidente da República e para a Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores e preparar o XXI Congresso.

E vai pôr de pé e garantir o êxito da Festa do Avante!, dinamizando a sua divulgação e venda da EP.»

O anúncio é feito em mais um editorial do Jornal do Avante!, onde o PCP lança um ataque à «grande ofensiva ideológica contra a luta organizada dos trabalhadores e contra a acção do PCP, de que o despudorado ataque à Festa do Avante! é manifesta expressão» e garante que «face às campanhas em curso e às iniciativas provocatórias que se poderão ainda seguir, com a responsabilidade que decorre de uma História de quase 100 anos de luta pela liberdade e a democracia, pelos direitos dos trabalhadores e do povo, resistindo hoje a intimidações e chantagens, abrindo o caminho que Portugal precisa, o PCP, os seus militantes e amigos vão construir a Festa.

Que se desenganem os que julgam poder subjugar o PCP. Sejam quais forem as circunstâncias em que tenha que intervir, o PCP reafirma a sua determinação na defesa dos interesses dos trabalhadores e do povo e das liberdades democráticas.»

Segundo os responsáveis comunistas «vivemos um tempo marcado pelas preocupações com a situação económica e social resultante do agravamento das injustiças e desigualdades decorrentes do aproveitamento que o grande capital está a fazer da epidemia para aprofundar a exploração, nomeadamente à custa dos despedimentos (que fazem subir o desemprego), dos cortes nos salários e do ataque aos direitos, ao mesmo tempo que procura impor a resignação e a indiferença.

É também neste quadro que se assiste ao aparecimento de novos sinais de retrocesso social. O grande capital, com a conivência do PS, mas também do PSD e CDS – e dos seus sucedâneos, a Iniciativa Liberal e o Chega – lançou já o ataque, visando fazer marcha-atrás na valorização do Salário Mínimo Nacional, ou mesmo em relação aos salários da Administração Pública, congelados que estão há uma década.»

No comício desta sexta-feira, em Grândola, o Secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, garantiu que o uso de máscaras no rosto não ‘tapa os olhos’ aos problemas do país.

«Sim coloquemos as máscaras nos nossos rostos. Protejamo-nos. Mas não nos tapem os olhos relação à situação social, ao desemprego, aos baixos salários, à ruína dos pequenos e médios empresários, à ruína de muitos que hoje se encontram numa situação dramática, não nos taparão os olhos para que nós coloquemos em todos os sítios este combate na defesa dos interesses dos trabalhadores e das massas populares» frisou Jerónimo de Sousa.

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