Política

PCP Setúbal alerta para situação dos professores ‘insustentável’ e pretende a reabertura das escolas

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O executivo da DORS do PCP Setúbal alerta para a situação que os professores estão a enfrentar, acusando o Governo de utilizar o covid19 para «atropelar os seus direitos», num comunicado enviado às redações.

O ensino à distância, novos horários, multiplicação de emails, planificação e informatização dos trabalhos, são os desafios que os professores enfrentam e que os deixam «completamente esgotados, porque ficaram com o seu horário de trabalho gravemente atacado, passando a trabalhar dia e noite para cumprir a sua missão e para pôr tudo a funcionar o melhor possível».

O PCP aponta ainda as «situações absurdas» promovidas pelo ministério da Educação «como é o caso do elevado número de horas, em frente ao computador, a que vão expor as crianças do ensino pré-escolar e 1º ciclo; e ainda a promessa dos computadores, para os alunos mais carenciados, que tardam em chegar, levando à exclusão de milhares de crianças e jovens do acesso à educação. Situação que tem, e terá, repercussão no precoce abandono escolar».

Segundo a DORS, «não é admissível que um professor seja obrigado a suportar os gastos com o seu trabalho, nem a ter os materiais para leccionar à distância.

Os professores, assim como os outros trabalhadores, não são obrigados a disponibilizar a sua casa, luz, água, internet, computador, etc, para exercer a sua profissão.»

O PCP frisa também que «o encerramento das escolas tem graves consequências no processo educativo, das crianças e jovens, e levanta problemas sociais que exigem apoios efectivos às famílias.

A perda de um terço do salário dos pais que não têm alternativa que não seja ficar em casa a acompanhar os filhos, os problemas associados à regulação do teletrabalho e a falta de resposta para os pais com crianças de idade superior a 11 anos aprofundam as desigualdades sociais num País já profundamente desigual.»

Por isso apresenta como propostas a redução do número de alunos por turma e contratar mais professores, e apela ainda ao Governo para que «as escolas abram o mais rápido possível, com as devidas condições sanitárias, só assim é que é possível ter um ensino de qualidade e garantir o direito à educação».

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