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PCP exige “respostas imediatas” do Estado para trabalhadores migrantes na região de Odemira

DORLA quer respostas rápidas do Governo para situação de trabalhadores estrangeiros em Odemira.

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A Direção da Organização Regional do Litoral Alentejano do PCP (DORLA do PCP) emitiu um comunicado, esta segunda-feira, exigindo “respostas imediatas” por parte do Estado que assegurem condições de vida e salários adequados aos milhares de migrantes que trabalham nas áreas de estufas na região de Odemira, sem qualquer proteção.

A organização afirma que a propagação da COVID-19 nas freguesias de Odemira está relacionada com “o falhanço de um modelo assente na sobre-exploração da terra e da mão-de-obra barata” e responsabiliza tanto os contratantes diretos dos trabalhadores- que procuram “a acumulação de lucro rápido por parte de todos os intervenientes” -, como as sociedades agrícolas que exploram as estufas.

No comunicado emitido, constam também as soluções apresentadas para combater esta situação a longo prazo, que passam, por um lado, pela criação de uma nova Reforma Agrária e uma política de efetiva integração e, por outro, um papel ativo das instituições do Estado para controlar a situação vivida pelos trabalhadores e fiscalizar todas as empresas existentes na área de Rega do Mira.

A DORLA do PCP lembra ainda que, em março de 2020, o Partido Comunista Português já tinha confrontado o Governo acerca das medidas a implementar no desenvolvimento da atividade agrícola em período de pandemia. Não obtendo resposta, apresentou um projeto de Resolução em Outubro de 2020 que indicava o aumento dos fluxos migratórios na região com “6000 trabalhadores migrantes registados e mais 5000 em processo de regularização, muitos dos quais objeto da mais vil exploração e a viverem em condições sub-humanas”.

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