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Política

PCP exalta papel da URSS e ‘dos comunistas’ na ‘vitória sobre o nazi-fascismo’ e apela à Paz

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O Partido Comunista Português assinala hoje «o 75.º aniversário da Vitória sobre o Nazi-Fascismo», um dia depois daquele que é celebrado na Europa, a 8 de Maio, mas no mesmo dia da celebração na Rússia.

A rendição alemã foi assinada às 23h01 (horário de Berlim) a 8 de maio de 1945, sendo assinalada a data como ‘Dia da Vitória na Europa’, a data formal da derrota da Alemanha Nazi em favor dos Aliados na Segunda Guerra Mundial.

No entanto, devido ao fuso horário o fim da guerra para a Rússia ocorreu somente no dia seguinte, pelo que a data é celebrada em dias diferentes, na Europa e na Rússia.

O PCP optou por assinalar a data esta segunda-feira, 9 de Maio, num texto publicado no seu site e no qual volta a apelar «à Paz».

No artigo, intitulado «Nos 77 anos da Vitória sobre o Nazi-fascismo – Pela Paz! Não à escalada de confrontação! Não à guerra!», o PCP faz uma análise ao que foram os motivos que levaram a este confronto mundial.

«A Segunda Guerra Mundial, que durou de 1939 a 1945, foi resultado do agravamento das contradições entre as potências imperialistas e, simultaneamente, do seu propósito de destruição da URSS, expresso, nomeadamente, no apoio e conivência do Reino Unido, França e Estados Unidos da América com o rearmamento e ambição expansionista da Alemanha nazi.»

Recorda também «o horror dos campos de concentração, o massacre sistemático das populações, pela mais devastadora guerra imposta à Humanidade» e a homenagem prestada, com a celebração do dia 9 de Maio «aos milhões de homens, mulheres e jovens, que heroicamente resistiram e lutaram, entregando as suas vidas se necessário fosse, para libertar os seus países da barbárie nazi-fascista».

No texto, e «sem subestimar o papel da coligação dos países aliados que veio a formar-se no decurso da guerra» o PCP sublica «o contributo decisivo da URSS, do povo soviético e do seu Exército Vermelho, que à custa de mais de 20 milhões de mortos e de enormes sacrifícios, determinou o curso da guerra e permitiu libertar a Humanidade do nazi-fascismo».

E deixa críticas às «tentativas dos que hoje visam diminuir, deturpar e negar o papel da União Soviética e dos comunistas na Vitória sobre o nazi-fascismo, que sobre novas roupagens procuram reabilitar o fascismo e que sob o anti-comunismo escondem as concepções e os projectos mais reaccionários e anti-democráticos, só devem merecer a firme denúncia e rejeição por parte dos democratas».

Como não podia deixar de ser, o PCP faz referência «à guerra na Ucrânia», e à «grave escalada de confrontação política, económica e militar para a qual o imperialismo quer arrastar toda a Humanidade (…) na sequência de um caminho de ingerência, violência e confrontação, do golpe de Estado promovido em 2014 pelos EUA, que instaurou um poder xenófobo e belicista, e da recente intervenção militar da Rússia, os EUA, com os seus aliados da NATO e da UE, ao invés de se empenharem, como se impõe a todas as partes envolvidas no conflito, numa urgente solução negociada e política, promovem uma perigosa escalada de guerra que comporta sérios riscos para os povos da Europa e de todo o mundo.»

Perante este cenário, o PCP «reafirma a urgência de iniciativas que contribuam para um processo de diálogo com vista à solução política do conflito na Ucrânia, à resposta aos problemas de segurança colectiva na Europa, ao cumprimento dos princípios da Carta das Nações Unidas e da Acta Final da Conferência de Helsínquia» e apela «à luta pelo desarmamento, e em primeiro lugar pelo desarmamento nuclear, pela dissolução dos blocos militares, pela cooperação e amizade entre todos os povos do mundo».


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