Sines

PCP critica fecho da refinaria de Matosinhos e receia por Sines

- publicidade -

O PCP criticou a “opção criminosa” da Galp, de encerrar na refinaria de Matosinhos, Porto, a partir de hoje, responsabilizou o Governo do PS e afirmou recear decisões no futuro sobre o complexo de Sines.

Em comunicado, os comunistas sublinham que a paragem da laboração é um “crime contra os interesses nacionais, de destruição do aparelho produtivo e de emprego qualificado, e de aumento da dependência externa do país”.

Os responsáveis são os acionistas da Galp, “cuja única preocupação é o aumento de lucros e a distribuição de chorudos dividendos”, mas também o Governo do PS, que se “lançou na defesa ideológica do encerramento sem qualquer hesitação”, e “as políticas da União Europeia que têm arrasado parte da capacidade produtiva e industrial do país”.

Esta opção de fecho da refinaria, “a não ser travada”, vai levar “novas medidas de destruição da capacidade produtiva nacional, não sendo de excluir uma nova investida, desta vez sobre a última refinaria que restará ao país, a de Sines”.

Na segunda-feira, a Galp anunciou que a refinaria de Matosinhos deverá parar totalmente no final de abril, arrancando então as operações de desmantelamento e mantendo-se as previsões iniciais de uma poupança anual de 90 milhões de euros com o encerramento.

A Galp anunciou no final do ano passado a concentração das suas operações de refinação no complexo de Sines e a descontinuação das operações na refinaria de Matosinhos a partir de 2021.

Num comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a Galp justificou a decisão com as “alterações estruturais dos padrões de consumo de produtos petrolíferos motivados pelo contexto regulatório e pelo contexto covid-19”, que “originaram um impacto significativo nas atividades industriais de ‘downstreaming'”, assegurando que “o aprovisionamento e a distribuição de combustíveis no país não serão impactados por esta decisão”.


Artigos Relacionados

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Botão Voltar ao Topo