Parlamento vai ter de discutir amianto nas escolas

A Associação Zero, o Movimento Escolas sem Amianto e a Fenprof entregaram esta quinta-feira uma petição no Parlamento para que seja discutido o problema do amianto nas escolas e a sua remoção urgente.

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DR - UPAAL - União de Pais EB2/3 Dr. António Augusto Louro
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A Associação Zero, o Movimento Escolas sem Amianto e a Fenprof entregaram esta quinta-feira uma petição no Parlamento para que seja discutido o problema do amianto nas escolas e a sua remoção urgente.

As mais de 4500 assinaturas necessárias para a petição que exige a remoção total do amianto nas escolas chegar à Assembleia da República foram alcançadas em pouco mais de dez dias.

Bastaram apenas doze dias, desde o seu lançamento, para obter as assinaturas que obrigam o plenário do Parlamento a discutir o tema.

O distrito de Setúbal tem ainda dezanove escolas, das 127 em todo o país, incluindo ilhas, com amianto, uma substância cancerígena, segundo uma lista divulgada pelo Sindicato de Todos os Professores (S.T.O.P), a que o Diário do Distrito teve acesso.

No entanto, esta lista não é oficial tendo em conta que o Governo ainda não realizou nenhuma listagem oficial das escolas com amianto, o que levou o CDS-PP a propor esta sexta-feira que o Governo faça, com urgência, uma lista das escolas que ainda têm material com amianto e um plano de intervenções para os retirar, acompanhada de uma estimativa de custos.

O uso de amianto está proibido há quase 15 anos e Portugal proibiu a sua utilização e comercialização a partir de 1 de Janeiro de 2005.

Mas há casas e outros edifícios, nomeadamente estabelecimentos de ensino e velhas fábricas, que ainda o têm, o que levou em 2016, o então ministro do Ambiente, João Matos Fernandes, a assegurar que este seria removido de 252 edifícios considerados prioritários até ao final do ano passado, num investimento de 46 milhões de euros.

No entanto até 2018, foram apenas concluídas 90 intervenções, com o custo a rondar apenas os 625 mil euros dos 422 milhões de euros que o executivo disse que gastaria nos 4263 edifícios públicos identificados com amianto.

No distrito de Setúbal apenas estão previstas obras para a EB 2,3 Alcochete, sendo que aguardam obras as escolas EB 2,3 Azeitão; ES Daniel Sampaio (Almada); EB da Costa da Caparica (Almada); EB Alfeite (Almada); Escola da Alembrança (Almada); Pavilhão de Educação Física da EB 2,3 do Monte da Caparica (Almada); EB da Quinta Nova da Telha (Barreiro); EB Álvaro Velho (Lavradio-Barreiro); ES Poeta Joaquim Serra (Montijo); ES da Baixa da Banheira (Moita); EB Integrada da Quinta do Conde; EB 2/3 Hermenegildo Capelo (Palmela); ES Grândola; AE Michael Giacometti (Sesimbra); EB Dr. Augusto Louro (Seixal); ES Manuel Cargaleiro (Seixal); Pavilhão de Educação Física da EB Paulo da Gama (Seixal); EB Aranguez (Setúbal); ES José Afonso (Seixal).

 

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