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Papa Francisco pede à Igreja que reconheça os abusos sexuais a menores e que peça perdão

Chefe de Estado da Cidade Estado do Vaticano discursou na Conferência Internacional sobre a Proteção de Menores e Adultos Vulneráveis.

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Que a Igreja “reconheça os seus erros” perante os “companheiros cruéis” dos abusos sexuais de menores e que “procure sempre o perdão das vítimas”, pede Papa Francisco.

De acordo o Correio da Manhã, o Chefe de Estado da Cidade Estado do Vaticano discursou em vídeo na Conferência Internacional sobre a Proteção de Menores e Adultos Vulneráveis, vídeo para os 20 países da Europa Central e Oriental que vão participar na conferência criada pelo próprio que se realiza de deste domingo a quarta-feira em Varsóvia, na Polónia.

“Só enfrentando a verdade destes comportamentos cruéis e procurando humildemente o perdão das vítimas e sobreviventes, a Igreja poderá encontrar o caminho para voltar a ser considerada com confiança um lugar de acolhimento e segurança para os necessitados, disse o Papa Francisco.

Será uma conferência que servirá “para responder mais adequadamente a este choque gravíssimo que enfrentamos” e frisou, à semelhança do passado, que “o bem-estar das vítimas não deve ser deixado de lado em favor da preocupação equívoca pela reputação da Igreja como instituição”.

O Chefe de Estado da Cidade Estado do Vaticano acrescentou que servirá “tanto para prevenir novos abusos quanto para garantir aos outros a confiança de que os esforços levarão a uma mudança real e confiável”.

“Reconhecer nossos erros e falhas pode nos fazer sentir vulneráveis e frágeis, isso é certo. Mas também pode ser um tempo de graça esplêndida, um tempo de esvaziamento, que abre novos horizontes de amor e serviço recíproco. Se reconhecermos os nossos erros, não teremos nada a temer, pois será o próprio Senhor que nos terá conduzido até aquele ponto”, frisou o pontífice.

Concluiu dizendo: “Exorto-vos a serem humildes instrumentos do Senhor, ao serviço das vítimas de abusos, vendo-as como companheiras e protagonistas de um futuro comum, aprendendo uns com os outros a ser mais fiéis e resilientes para que, juntos, possamos enfrentar os desafios do futuro”.

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