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Papa dispensa redactor de documento alegadamente homofóbico

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O Papa removeu hoje um funcionário do Vaticano do seu lugar da Congregação para a Doutrina da Fé (CDF), ex-Santo Ofício, que estaria por trás da redação do texto sobre uniões entre pessoas do mesmo sexo.

O arcebispo Giacomo Morandi será agora o responsável pela diocese de Reggio Emilia-Guastalla, no norte da Itália.

No ano passado, a declaração sobre a impossibilidade da Igreja Católica abençoar uniões entre pessoas do mesmo sexo foi recebida sob fortes críticas, mesmo dentro da Igreja.

A nota, de matriz conservadora mas que espelha a doutrina oficial da Igreja, foi aprovada pelo próprio Papa.

No entanto, Francisco parece demonstrar que as decisões oficiais não são suficientes para resolver uma questão ainda polémica.

Ao que parece, o Papa não terá gostado do tom demasiado duro do documento, no qual é afirmado que os elementos que unem um casal homoafetivo “não tornam estas relações honestas” e que esse casal não é “um destinatário digno e legítimo da bênção eclesial”, por ser “uma união não ordenada ao desígnio do Criador.”

O mesmo documento diz que a Igreja “não pode abençoar um pecado”.

Poucas semanas depois da nota ser emitida, o Papa distanciou-se da linguagem do documento. Quase na mesma altura, o arcebispo Charles Scicluna, que lidera a Arquidiocese de Malta ao lado de um alto funcionário na Santa Sé, também da CDF, emitiu uma advertência formal a um padre por este fazer comentários homofóbicos.

Foi a primeira vez que alguém do organismo que trata da Doutrina católica condena formalmente a homofobia.

Francisco tem escrito várias cartas a grupos LGBTQIA+, principalmente através do padre jesuíta James Martin, consultor do Vaticano para a área da Comunicação.

Ainda em 2021, o Papa enviou mensagens aos vários grupos de apoio a pessoas transgénero sem-abrigo e até donativos, através da Esmolaria Apostólica.

Na semana passada, o Papa enviou uma carta ao grupo New Ways, grupo LGBT Católico que fora colocado sob investigação pelo então cardeal Ratzinger – futuro Papa Bento XVI, descrevendo a sua cofundadora, irmã Jeannine Gramick, como uma “mulher valente”.

De acordo com o jornal The Tablet, Francisco também agradeceu a Francis DeBernardo, diretor executivo do grupo New Ways, por lhe contar a “história completa”, pois, segundo o Pontífice, às vezes o Vaticano recebe apenas “informações parciais sobre pessoas e organizações”.

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Apesar de discordar do cardeal Joseph Ratzinger, a irmã Jeanine disse que o respeitava como um “homem santo” que acreditava estar a fazer a coisa certa.

“Não poderíamos estar mais distantes no nosso pensamento teológico. Mas estamos enraizados numa única árvore. Temos uma fé comum em Cristo, e é isso que nos une.”


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