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PAN Setúbal lamenta despejo da Associação Rafeiros Leais pela autarquia

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A deputada municipal do PAN Setúbal, Suzel Costa, assina um comunicado no qual o Partido Pessoas, Animais, Natureza lamenta a ordem de despejo recebida pela Associação RAFEIROS LEAIS – Associação de Protecção Animal, por ordem da Câmara Municipal de Setúbal.

Segundo o comunicado, «esta associação sem fins lucrativos que ocupa um espaço num terreno na Sabogoaria foi contactada verbalmente pela Câmara Municipal de Setúbal que os informava que teriam que desocupar o terreno onde se encontra o abrigo dos animais da referida Associação no prazo de 3 dias.

O caso remonta há pelo menos 20 anos, quando o terreno, que pertencia à Igreja da Anunciada, foi cedido ao abrigo do Sr.Ruas.

Em 2011, a Associação Rafeiros Leais chamou a si a tarefa de auxiliar e proteger os animais que se encontravam no abrigo.

Mais tarde, a zona envolvente ao terreno foi alvo de uma intervenção de loteamento, e desde que a Urbanização da Saboaria começou a ser habitada, começaram as primeiras tensões entre moradores e a Associação e subsequentemente a pressão da Câmara Municipal para que a Associação saísse do local onde se situa o seu abrigo.

Os voluntários da Associação de protecção animal que tanto se dedicaram e investiram materialmente e emocionalmente durante tantos anos neste espaço para o melhorar, manter limpo e proporcionar melhor qualidade de vida aos animais, alguns deles retirados do antigo canil para que não fossem abatidos são agora confrontados com uma ordem de despejo e um prazo de 3 dias para abandonar o local.

Ciente que, numa situação de litígio entre moradores e Associação, os animais perderiam, a direcção da Associação de protecção animal esgotou todos os esforços na procura de uma solução alternativa e digna para os animais que acolhia, nomeadamente, solicitando ajuda à autarquia para doação de um terreno onde pudesse prosseguir os objectivos para os quais se constituiu, mas sempre sem sucesso, à semelhança de todas as Associações de protecção animal do concelho.

Esgotadas as tentativas de cedência de um terreno, a Associação sem fins lucrativos, viu-se compelida a não aceitar mais animais e a encaminhar dezenas de animais para famílias de acolhimento temporário. Distante das imagens do abrigo de Santo Tirso e de acumulação de animais, esta Associação pauta-se, deste modo, por uma atitude de salvaguarda do bem-estar animal e respeito pelas entidades competentes.

Neste momento, já só se encontram no abrigo 3 cães, o número permitido por lei para qualquer detentor individual de animais.

A representação municipal em Setúbal do Pessoas-Animais-Natureza lamenta a forma como todo o processo do abrigo da Associação Rafeiros Leais se tem arrastado estes últimos anos e não aceita que se premeie a responsabilidade para com o bem-estar animal e a salvaguarda do dever de proteger e cuidar com uma incompreensível ordem de despejo e a entrada compulsiva, novamente, dos animais no CROAC, ao fim de mais de 10 anos após terem sido de lá retirados.»

Sobre este assunto, o Diário do Distrito solicitou hoje alguns esclarecimentos à Câmara Municipal de Setúbal, da qual aguardamos resposta.

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