Palmela tem hora de recolher!?

Um editorial de Miguel Garcia com uma reflexão sobre a Festa das Vindimas em Palmela.

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Esta semana deixo-vos um editorial que dá muito para refletir sobre quais serão os caminhos que as associações e comissões de festas vão ter de fazer no futuro.

Vou pegar no caso mais recente, o da 57ª edição da Festa das Vindimas, onde tudo aconteceu, até agressões por parte das autoridades por excesso de zelo.

Neste evento, houve pessoas que foram agredidas por simplesmente estarem a conversar no recinto das festividades, embora este tivesse hora marcada para acabar, pois eram 01h00 de quarta-feira e as luzes e som do arraial já estavam desligados.

Os avisos dos agentes foram feitos para abandonarem o local e eis que por fim acabou por se registar quase uma autêntica guerra campal sem necessidade para isso.

Pode mesmo dizer-se que tudo aconteceu nesta edição da Festa maior de Palmela, onde menores faziam sexo às claras pelas ruas da vila, onde alguns se ‘aliviavam’ nos cantos e recantos e até em propriedade privada, e ainda o excesso de zelo das autoridades, que acabou com um ferido no último dia das festividades.

Dei por mim esta semana a pensar se é este o caminho que os organizadores querem para a Festa das Vindimas, uma festa que nasceu em 1963 da vontade de um grupo de homens com amor à terra, e que intitularam Festa das Vindimas, mas que atualmente de vindimas nada tem.

Eu explico: o cariz da Festa das Vindimas tinha como cerne o setor vitivinícola, mas nos dias de hoje pouco disso terá já, a não ser o espaço das adegas e pouco mais.

Uma festa que foi invadida pelo Leitão Assado, Ginja de Óbidos, venda ambulante que pouco tem a ver com o tema, muita bebida, que muitas das vezes nem é adquirida aos produtores, e depois resulta em sexo, estupefacientes e afins.

Em conversa com um amigo, ele dava-me conta que para ir para casa (mora perto do Cine-Teatro São João) tinha que percorrer um quarteirão para se desviar do espaço que foi montado em frente ao edifício do Cine-Teatro para não ser apanhado no meio e ficar a abanar o capacete.

Mas onde anda a autoridade? Sim, porque é caso para se questionar, onde pára a polícia? Essa que só sabe alertar para a hora de recolher e depois actuar num excesso de autoridade para quem nada deve, como foi o caso.

De uma coisa temos a certeza, ficamos a saber que na altura da Festa das Vindimas, Palmela tem hora de recolher. O que é triste é que alguma autoridade não saiba usar a força que tem para uma situação e para outra saiba usar o excesso!

Boa semana para todos e já sabe, cuidado com as festividades, pois agora há hora de recolher obrigatório, se não, está em risco de levar umas bastonadas.

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